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5.2 Gest�o do armaz�m

Sum�rio - Precedente - Siguiente

A gest�o do armaz�m deveria ser confiada a uma pessoa s�, ao encarregado do armaz�m. A responsabilidade das diferentes tarefas alistadas na sec��o seguinte deve ser claramente definida por escrito. Veja-se a sec��o 5.2.3.2. no referente � especifica��o de trabalho para o encarregado do armaz�m.

5.2.1 O trabalho do encarregado do armaz�m

O encarregado do armaz�m � respons�vel:

- da manuten��o do armaz�m (pequenas repara��es) e do material correspondente (material de fumiga��o, material de pulveriza��o, etc.)

- da manipula��o correcta e da armazenagem dos comest�veis e dos produtos para o combate de pragas

- da execu��o de medidas necess�rias que permitem manter a qualidade dos produtos armazenados (medidas de higiene, aplica��o de insecticidas, fumiga��o, combate dos roedores, arejamento controlado)

- do uso correcto dos produtos qu�micos e da seguran�a do pessoal

- de controlos regulares das instala��es do armaz�m e do produto armazenado

- da contabiliza��o correcta de todos os movimentos e de todas as actividades no armaz�m, inclusive fichas de lote

- da assist�ncia e condu��o do pessoal sobre o qual ele tem autoridade

- da redac��o regular de relat�rios aos seus superiores.

5.2.2 Higiene de armazenagem

As medidas preventivas no referente � higiene de armazenagem s�o muito importantes para a manuten��o da qualidade do produto armazenado e para evitar perdas. Pelo termo higiene de armazenagem, entende-se a utiliza��o de todas as medidas t�cnicas poss�veis com excep��o da aplica��o de produtos qu�micos. Uma higiene de armazenagem perfeita e a condi��o previa para uma armazenagem eficiente, sendo tamb�m a base de todas as outras medidas como o uso de insecticidas ou de fumigat�rios.

Todas as medidas de higiene s�o muito simples, particularmente efectivas e baratas, e podem ser aplicadas em todos os armaz�ns.

Figura 37

Higiene requer conhecimento, aten��o, dilig�ncia, controlo, responsabilidade e esmero da parte do respons�vel do armaz�m.

Alguns princ�pios b�sicos determinam o sucesso da armazenagem:

Figura 38

- Mantenha sempre limpo o armaz�m e os arredores do mesmo: a vassoura � o �til mais eficiente e mais econ�mico no armaz�m!

- Cuide que os gr�os sempre sejam armazenados num lugar seco e fresco!

- Mantenha sempre o armaz�m em boas condi��es!

5.2.3 Medidas para manter a qualidade do produto armazenado

5.2.3.1 Possibilidades de interven��o por parte do encarregado do armaz�m

Desde a entrega do produto at� o fim do per�odo de armazenagem, o encarregado do armaz�m deve tomar decis�es e iniciar ac��es com o objectivo de manter o produto em boas condi��es.

Figura 39

5.2.3.2 Activitidades para prevenir as perdas durante a armazenagem

Aten��o! Antes de armazenar o produto

- Verifique as condi��es de armazenagem utilizando a lista de controlo do armaz�m que figura na sec��o 5.2.5.4 e procure remediar os eventuais defeitos!

- Verifique que qualquer dano no armaz�m seja reparado (tecto: fugas; paredes e soalho: fissuras; portas: defeitos de hermeticidade; aberturas de arejamento: gazas e grades danificadas, vidros quebrados)!

Figura 40

- Limpe bem os ch�os, as paredes, o tecto, as portas e as aberturas de arejamento!

- Limpe os arredores do armaz�m e retire restos de gr�os, lixo, ninhos de p�ssaros, ervas e arbustos num raio de 5 m em redor do armaz�m para que as pragas n�o possam se desenvolver!

- Junte o lixo num recipiente (p.ex. antigo tambor de �leo)! Queime o lixo combustivel imediatamente e enterre o material n�o combust�vel!

Figura 41

- Repare as paletas danificadas (cuide dos pregos sobressalentes)!

- Se for necess�rio, trate com insecticida de contacto o armaz�m e todas as paletas (veja-se cap�tulo 8)!

- Elabore um plano de ocupa��o para cada armaz�m!

Aten��o! Antes de aceitar a entrega:

- Efectue um controlo de qualidade! Tome amostras representativas seguindo as instru��es da sec��o 5.2.4.3!

- Verifique o cheiro e a apar�ncia do produto entregado!

- Mida o teor em humidade do produto de diferentes sacos do mesmo ve�culo (veja-se sec��o 5.2.4.3)!

No caso que o teor em humidade seja demasiado alto, cuide de efectuar uma secagem ou recuse o produto!

- Verifique a possibilidade de uma infesta��o tomando amostras (veja-se sec��o 5.2.4.3)! Cuide especialmente de verificar fendas ou fissuras no ve�culo aonde poderiam se encontrar esconderijos de insectos!

No caso de que o produto estaja infestado, cuide de armazenar o mesmo separadamente (quarentena) e de que seja tratado de maneira a prevenir a infesta��o com pragas do produto ainda n�o contaminado. No caso de uma infesta��o grave, recuse o fomecimento!

- Verifique a quota de impurezas no produto!

No caso de que a quota de impurezas seja demasiado alta com respeito as normas, cuide de que o produto seja limpado ou recuse o fornecimento!

Aten��o! Durante a armazenagem:

- Evite o contacto entre o produto infestado e o n�o infestado!
- Trate os sacos com cuidado para evitar danos! N�o utilize ganchos!
- Cuide que os sacos danificados sejam substituidos e/ou reparados!
- Cuide que os sacos sejam empilhados correctamente e de maneira segura sobre as paletas (veja-se sec��o 5.2.4.1)!

Aten��o! Durante o per�odo de armazenagem:

Diariamente:

- Varra o ch�o do armaz�m! Preste particular aten��o �s esquinas e aos cantos aonde podem se concentrar sujidades e pragas!

Figura 42

Figura 43

- Limpe as paredes, as aberturas de arejamento inclusive as gazas, as grades e as pilhas de sacos!
- Varra as vigas do tecto, os insectos podem se esconder e sobreviver la!

Figura 44

- Limpe os �teis depois do uso para evitar que restos de gr�os fiquem escondidos em lugares inacessiveis!
- Elimine imediatamente o lixo resultante da limpeza, queimando ou enterrando o mesmo!
- Verifique a exist�ncia de danos e efect�e imediatamente as repara��es correspondentes!
- Verifique a presen�a de insectos volantes ou rasteiros!

Figura 45

- Verifique a exist�ncia de rastos de roedores ou p�ssaros!
- Efect�e um arejamento controlado (veja-se sec��o 5.2.4.2)!
- Cuide que a contibilidade seja sempre actualizada!

Figura 46

Semanalmente:

- Tome amostras de cada lote e verifique:

- o teor em humidade do produto
- a presen�a de pragas no produto armazenado passando as amostras por um crivo!

- Verifique a temperatura do produto armazenado nas pilhas de sacos por meio de um term�metro para gr�os!

Mensalmente:

- Limpe os arredores do armaz�m e retire as ervas!
- Realize um relat�rio mensal e envie o mesmo aos seus superiores!

Princ�pios gerais de armazenagem

- Aceite somente fornecimentos de produtos suficientemente secos, n�o infestados e bem limpos!

- Para produtos aliment�cios: Cuide de efectuar uma rota��o do produto de acordo ao principio "o primeiro que entrou - sai primeiro" para evitar que o produto fique armazenado demasiado tempo!

- Para sementes:

Retire lotes que tenham uma quota de capacidade de germina��o abaixo da prescrita e utilize os mesmos para outro fim!

Se a faculdade de germina��o � conforme a norma prescrita, entregue primeiro o lote com a menor faculdade de germina��o! Quanto mais alta for a faculdade de germina��o de um lote, mais tempo pode ser armazenado como semente.

- Elimine imediatemente todos os restos de tratamento (restos da limpeza das sementes)! Se estes restos devem ficar provisoriamente no armaz�m, devem ser tratados como os outros produtos armazenados. Caso contr�rio, eles podem significar um foco constante de infesta��o.

- Empilhe os sacos vazios sobre paletas a uma distancia de 1 m da parede. Fumigue os sacos vazios depois da sua utiliza��o!

- Empilhe devidamente as paletas n�o utilizadas e trate as mesmas com insecticida de contacto antes e depois de cada utiliza��o!

Figura 47

OBRIGA��ES DO ENCARREGADO DE ARMAZ�M
LUGAR:
ENCARREGADO:
ASSINATURA:

Figura 47a

Figure 47b

Figure 47c

Figure 47d

- Armazene os �teis e os produtos qu�micos separadamente!

- Retire todos os trastes dos armaz�ns!

Uma especifica��o de trabalho, representada por exemplo num quadro tipo poster, no escrit�rio do encarregado do armaz�m, pode servir de lembran�a continua das suas tarefas e obriga��es. Este quadro assinado por ele mesmo � a prova da toma de conhecimento das responsabilidades.

5.2.4 T�cnicas de armazenagem

5.2.4.1 Empilhamento de sacos

- Paletas

Empilhe os sacos sobre paletas! Coloque as paletas de maneira a permitir a passagem livre de uma corrente de ar por baixo da pilha!

As paletas deveriam ter uma altura de 10 cm para possibilitar um arejamento suficiente. Al�m disso, pode-se detectar assim mais facilmente uma poss�vel infesta��o com roedores. A ilustra��o seguinte mostra um modelo com tr�s travessas de base e t�buas para a parte superior de uma espessura de pelo menos 2.5 cm.

Figura 48

A superf�cie das t�buas de apoio n�o deve ser inferior a aprox. 40% da superf�cie total da paleta, para evitar que a parte inferior dos sacos seja danificada pela press�o dos outros sacos.

- Empilhamento dos sacos

A finalidade de um empilhamento de sacos � a de construir pilhas est�veis que n�o possam desmoronar-se. Na pratica, � conveniente dispor os sacos emunidades de tr�s ou de cinco, dependendo dos seus tamanhos, sendo essencial a sobreposi��o dos sacos em diferentes camadas.

Figura 49

Deve-se prestar aten��o aos seguintes pontos:

- Come�ar exactamente no bordo da paleta:

Figura 50

- O lado do saco com as orelhas (lado da costura) deveria ser colocado em direc��o ao interior da pilha para evitar perdas de gr�os.

Figura 51

- Empilhe as camadas inferiores deixando mais espa�o livre entre os sacos que nas camadas superiores para obter uma leve forma c�nica da pilha, oferecendo assim mais estabilidade.

Figura 52

- Para cada camada, deve-se come�ar dos quatro lados trabalhando em direc��o ao centro da pilha. Os espa�os livres que podem resultar assim no centro das camadas superiores n�o afectam a estabilidade da pilha.

- Tamanho das pilhas

Por raz�es de estabilidade, n�o deveriam ser empilhados sacos de juta numa altura maior de 4 m e sacos de pl�stico s� at� 3 m! Os sacos de pl�stico s�o mais escorregadi�os e as pilhas menos est�veis.

Ao determinar o tamanho das pilhas, deve-se considerar a capacidade do armaz�m, da rela��o entre o comprimento, a largura e a altura, a posi��o das portas e o tamanho das lonas de fumiga��o dispon�veis! Determine o tamanho das pilhas de maneira a facilitar a cobertura com s� uma lona de fumiga��o! As pilhas demasiado grandes s�o dif�ceis de controlar e com as pequenas perde-se espa�o. N�o ultrapasse tamanhos de pilhas de aproximadamente 250 t!

Deixe um espa�o livre entre as pilhas e o tecto de pelo menos 1,5 m para poder proceder a cada momento a controlos ou para tomar medidas de tratamento.

� necess�rio determinar tamanhos estandardizados para as pilhas, v�lidos para todos os armaz�ns. As vantagens s�o as seguintes:

- Permite o aproveitamento �ptimo do espa�o dispon�vel.
- Permite a estandardiza��o dos procedimentos de tratamentos e fumiga��o e tudo o referente � toma de amostras.
- Simplifica os controlos.
- Permite a compra de lonas de fumiga��o de tamanho apropriado.

- Posicionamento das pilhas

Todas as pilhas de sacos devem ficar acess�veis em qualquer tempo para permitr controlos, tratamentos de superf�cie e fumiga��o. Deixe um espa�o livre entre as pilhas e a parede de pelo menos 1 m!

Figura 53

Marque a posi��o das pilhas tra�ando uma linha sobre o soalho do armaz�m (desenho (a) na ilustra��o seguinte)! Se os tamanos das pilhas n�o s�o conhecidos, deve-se tra�ar sobre todo o soalho uma linha a uma distancia de 1 m da parede (b)!

Figura 54

Realize um plano antes da armazenagem!

- Marca��o das pilhas

Os trabalhos relacionados com a contabilidade e com as tarefas rotineiras s�o muito mais f�ceis se as pilhas individuais vem marcadas com n�meros ou letras para uma melhor identifica��o. Estas marca��es podem ser efectuadas nas paredes, no soalho ou nos pilares do tecto. O importante � que sejam sempre vis�veis. Deveriam figurar tamb�m sobre a ficha de pilha.

- Ficha de pilha

Coloque uma ficha sobre cada pilha de sacos num lugar bem vis�vel com todas as informa��es mais importantes. Todos os controlos e os tratamentos efectuados deveriam tamb�m ser indicados na ficha. Na sec��o sobre a contabilidade (5.2.4.4) encontra-se um modelo de ficha.

Resumo sobre o empilhamento de sacos:

Figura 55 CORRECTO

- Existe um espa�o de 1 m entre as pilhas e a parede.
- As pilhas se encontram sobre paletas.
- As paletas vem dispostas de tal maneira que permitem a passagem de uma corrente de ar entre as pilhas.
- Os sacos vem empilhados em unidades de tr�s.

Figura 56 ERRADO

- Os sacos t�m contacto com a parede.
- Os sacos est�o sobre o soalho.
- Um arejamento dos sacos n�o �poss�vel.
- O empilhamento dos sacos �irregular.

Consequ�ncias:

- A pilha fica livre de roedores. - A pilha � um ref�gio ideal para roedores.
- A pilha � bem arejada. - N�o existem possibilidades de arejamento.
- A pilha � est�vel. - As pilhas podem desmoronar-se.
- A pilha pode ser controlada, tratada e fumigada em qualquer tempo. - A pilha n�o pode ser controlada, tratada ou fumigada.

5.2.4.2 Arejamento controlado

O arejamento controlado exerce uma influ�ncia positiva sobre o teor em humidade do produto armazenado e sobre a temperatura dentro do armaz�m.

O produto armazenado pode ser re-humedecido por meio de ar h�mido ou pode secar com ar seco at� alcan�ar a importante taxa de humidade de equl�brio (veja-se sec��o 2.2.4). Isto significa que a abertura de arejamento deveria ficar fechada quando a humidade relativa � alta, e deveria ser aberta quando a humidade relativa � baixa.

Uma secagem do produto armazenado s� � poss�vel se este m�todo for aplicado de forma continua, devido a que o interc�mbio de humidade no produto empilhado se efectua relativamente devagar.

A taxa de humidade de equil�brio do produto armazenado n�o depende somente da humidade relativa do ar ambiente, mas tamb�m da temperatura, a qual tem influ�ncia sobre a capacidade de absorver �gua. N�o obstante, as modifica��es que ocorrem na taxa de humidade de equil�brio s�o m�nimas ao existir uma temperatura de aprox. 10�C, de maneira que podem ser adoptadas simplifica��es na pr�tica.

Por essa raz�o, os dois quadros a seguir cont�m valores m�dios para temperaturas entre 20 - 30�C e entre 30 - 40�C. Estes valores foram calculados na base de diferentes publica��es. As taxas de humidade de equil�brio indicadas devem ser consideradas como valores de refer�ncia. Utilizando estes quadros, e com a ajuda de um term�metro, de um higr�metro (ou um termohigr�metro) e de um aparelho para medir a taxa de humidade, pode-se determinar a conveni�ncia da utiliza��o do arejamento.

Quadros das taxas de humidade de equil�brio

Taxas de humidade de equil�brio de uma selec��o de produtos a temperaturas entre 20 e 30�C (em %)

Produto Taxa de humidade de equil�brio para uma humidade relativa do ar de:
  40% 50% 60% 70% 80% 90%
Milho branco 9.3 10.6 12.1 13.8 16.1 19.6
Milho amarelo 8.4 9.7 11.3 13.1 15.5 19.2
Sorgo 9.8 11.0 12.1 13.8 15.8 18.9
Trigo 10.0 11.1 12.7 14.2 16.4 20.3
Arroz cru 9.2 10.4 11.6 13.0 14.8 17.6
Arroz 9.0 10.4 11.7 13.0 14.6 16.7
Amendoim 5.4 6.8 7.7 9.1 11.6 16.0

� Taxas de humidade de equil�brio de uma selec��o de produtos a temperaturas entre 30 e 40�C (em %)

Produto Taxa de humidade de equil�brio para uma humidade relativa do ar de:
  40% 50% 60% 70% 80% 90%
Milho amarelo 9.0 9.9 11.7 13.3 14.9 18.2
Sorgo 10.0 11.6 12.1 13.0 14.7  
Trigo   11.8 12.9 14.7    
Arroz cru 10.1 11.4 12.6 13.5 14.9 19.1
Arroz     11.1 12.7 14.5 16.8

Forma de proceder:

1. Medir a humidade relativa e a temperatura do ar exterior com a ajuda de um term�metro e de um higr�metro! Os dois instrumentos devem estar fixados no exterior e protegidos da chuva e dos raios de sol directos.

2. Medir o teor em humidade do produto armazenado utilizando um aparelho de medi��o da humidade!

3. Determinar a taxa de humidade de equil�brio do produto armazenado em rela��o � humidade relativa determinada:

- Escolher o quadro apropriado tomando como base a temperatura medida!

- Encontrar o ponto de intersec��o entre a linha que representa o produto que se encontra no armaz�m e a coluna da humidade relativa medida!

4. Comparar o teor em humidade medido com a taxa de humidade de equil�brio determinada com este m�todo!

- Ventilar se o teor em humidade do produto armazenado � mais alto do que a taxa de humidade de equil�brio indicada no quadro! Consequentemente vai ocorrer uma secagem.

- Feche as chapeletas de arejamento se o teor em humidade do produto armazenado � mais baixo do que a taxa de humidade de equil�brio indicada no quadro! Caso contr�rio, o produto vai ser re-humedecido.

Exemplo 1:

- temperatura exterior: 27�C
- humidade relativa do ar exterior: 60%
- teor em humidade do sorgo armazenado: 13.5%

Neste caso, deve-se utilizar o quadro no qual figuram as temperaturas entre 20 e 30�C. A taxa de humidade de equil�brio para sorgo � de 12.1% no caso de uma humidade relativa de 60%. O teor em humidade actual de 13.5% �mais alto do que a taxa de humidade de equil�brio.

Consequentemente: Ventile!

Figura 57

Exemplo 2:

- temperatura exterior: 34�C
- humidade relativa do ar exterior: 80%
- teor em humidade do trigo armazenado: 13%

Neste caso, deve-se utilizar o quadro no qual figuram as temperaturas entre 30 e 40�C. A taxa de humidade de equil�brio para trigo � de 14.8% no caso de uma humidade relativa de 80%. O teor em humidade actual de 13.0% � mais baixo do que a taxa de humidade de equil�brio.

Consequentemente: Deixe fechadas as chapeletas de arejamento!

Figura 58

Um arejamento controlado � indispens�vel quando o teor em humidade do gr�o armazenado chegar perto do valor m�ximo permiss�vel para uma armazenagem a longo prazo (veja-se sec��o 2.2.6). Isto � geralmente o caso em regi�es h�midas e muitas vezes tamb�m em regi�es �ridas quando se trata de gr�os importados.

Quando o teor em humidade se encontra bem por baixo do valor m�ximo, o qual � geralmente o caso com o gr�o local em regi�es �ridas, deve-se efectuar arejamento s� no caso de haver condensa��o no armaz�m ou se a temperatura � muito alta.

No caso de n�o se encontrar � disposi��o term�metros e higr�metros, devem ser aplicadas as regras seguintes:

� Ventile o armaz�m s� durante o dia, utilizando as horas de sol, ou seja o momento no qual a humidade relativa alcan�ou o valor mais baixo! Isto � o caso entre as 11 da manh� e as 3 da tarde, ou mais tarde ainda em regi�es secas.

Figura 59

� No caso de chuva, feche o armaz�m por v�rias horas ou o dia inteiro que segue � chuvada.

5.2.4.3 Supervis�o, tiragem de amostras e controlo de qualidade

A supervis�o � um processo constante de controlo com o fim de manter a qualidade do produto armazenado. N�o � suficiente efectuar uma breve inspec��o visual, bem ao contr�rio, o mais importante � a busca sistem�tica de poss�veis fontes de danos. No caso de detectar essas fontes, devem ser tomadas as medidas correspondentes (veja-se sec��o 3.3) e deve-se verificar o �xito das mesmas.

A supervis�o compreende uma inspec��o regular do armaz�m ao igual que tiragens de amostras continuas do produto armazenado.

Inspec��o do armaz�m

Inspeccione diariamente o armaz�m!

- Danos no armaz�m

Perdas qualitativas ao n�vel do produto armazenado s�o causadas frequentemente por danos existentes no armaz�m.

Preste aten��o particularmente aos eventuais danos no telhado, nas liga��es entre o telhado e as paredes. Observe poss�veis fissuras e buracos nas paredes e no soalho, danos nas portas, nas janelas, nas aberturas de arejamento e nas gazes ou grades de protec��o das mesmas! Tome medidas imediatas ao verificar danos nas paredes, no soalho ou furos no telhado!

Cuide de um bom funcionamento do sistema de drenagem da �gua de chuva e das goteiras!

- Presen�a de roedores e p�ssaros

Os roedores revelam a sua presen�a no armaz�m deixando v�rios rastos. Preste aten��o particularmente a excrementos, pegadas na poeira, buracos nos sacos, gr�os derramados, material danificado e restos de gr�os (veja-se capitulo 11)!

P�ssaros tamb�m deixam excrementos, pegadas e danos nos sacos.

- Presen�a de pragas

Procure detectar a presen�a de pragas na hora do crep�sculo. E nesse momento que os insectos t�m uma fase activa e que eles podem ser detectados mais facilmente!

As tra�as s�o reconhec�veis s� quando a densidade da popula��o tomou-se consider�vel.

As trapas com feromones ou as iscas com subst�ncias aliment�cias podem ser muito �teis para a identifica��o de popula��es no armaz�m (veja-se sec��o 10.2). Existem trapas sob a base de feromones para detectar as esp�cies mais importantes de tra�as e cole�pteros das esp�cies Trogoderma granarium, Tribolium spp., Rhizopertha dominica e Prostephanus truncatus (veja-se sec��o 10.2).

As iscas s�o menos especificas na sua fun��o de supervis�o de infesta��o (veja-se sec��o 10.2)!

Passe com uma vassoura ou com um bast�o por cima das pilhas de sacos para molestar e descobrir as tra�as que est�o repousando! Levante os sacos para poder detectar poss�veis casulos ao longo da linha de contacto entre os sacos.

Ao procurar cole�pteros, deve-se prestar aten��o particular �s fissuras, �s costuras e �s orelhas dos sacos, lugares prop�cios para se esconder!

Esvazie sacos individuais formando camadas delgadas sobre uma folha e examine o conte�do � procura de cle�pteros e larvas! Isto deveria ser efectuado na sombra para evitar que os insectos possam fugir imediatamente. N�o obstante, � mais efectivo de crivar os insectos utilizando um crivo de caixa com malhas de 1 a 2 mm.

Uma infesta��o mais importante pode ser notada devido a uma eleva��o da temperatura do produto armazenado como consequ�ncia da actividade metab�lica dos insectos, ou em alguns casos at� devido a um cheiro caracter�stico (p.ex. Tribolium spp.). No caso de uma infesta��o muito grave, podem-se ouvir os ruidos produzidos pela mastiga��o dentro das pilhas.

Identifique os insectos detectados para poder tomar as medidas de combate adequadas.

- Mofo

Fa�a aten��o ao cheiro caracter�stico do mofo, reconhec�vel antes das altera��es vis�veis no caso de uma infesta��o dos produtos com fungos!

- Danos causados pela humidade

Fa�a aten��o �s marcas de �gua deixadas nos sacos e que s�o reconhec�veis ainda depois dos sacos estar secos!

Tomada de amostras

O m�todo mais seguro para detectar danos ocasionados pela humidade ou pela infesta��o por pragas ou fungos, � o exame do pr�prio produto armazenado. Para isso, � essencial tomar amostras do mesmo. O m�todo de tomada de amostra descrito a seguir serve para o uso durante os controlos rotineiros:

� para detectar poss�veis infesta��es de pragas
� para determinar o teor em humidade
� para detectar outras altera��es ocorridas no produto armazenado.

Os controlos deveriam ser efectuados regularmente pelo encarregado do armaz�m durante o per�odo de armazenagem. Estes controlos n�o afectam em nada a obriga��o de efectuar exames de amostras no laborat�rio, p.ex. no caso das sementes.

Tome amostras de cada lote num ritmo semanal ou quinzenal! Realize um plano de tomadas regulares.

Sonda de amostras

As amostras s�o tomadas por meio de uma sonda de amostras, das quais existem dois tipos:

� Sonda de amostra para sacos

Figura 60

A sonda vai at� o centro do saco e � f�cil e r�pido na manipula��o:

Figura 61

Introduza a sonda de amostras no saco em diagonal por baixo (1), vire a mesma dentro do saco para que o produto possa cair na abertura e passar ao recipiente (2). Retire a sonda (3) e feche o buraco com a sua ponta (4).

O di�metro certo de uma sonda de amostras para sacos depende do tipo de produto do qual deve ser tomada uma amostra. Os valores de di�metro aproximativos s�o os seguintes:

- para sementes pequenas: 12 mm
- para cereais: 15 mm
- para leguminosas de gr�o: 20 mm
- para produtos grossos: 25 mm

� Sonda de amostras para gr�os

Figura 62

Esta sonda � mais comprida do que a sonda utilizada para tirar amostras de sacos e ela pode atravessar todo um saco. Por outro lado, a sua utiliza��o �mais complicada e mais lenta. A sonda de tirar amostras de gr�os consiste em duas partes; um tubo exterior e um interior. Ao virar o tubo interior, abre e fecha-se a sonda de tirar amostras.

Existem sondas para gr�os totalmente ocas ou com sec��es intermedi�rias. Estas ultimas possibilitam um exame do produto camada por camada. Existem diferentes tamanhos de sondas para gr�os. As maiores s�o geralmente utilizadas para tirar amostras do produto a granel.

Utiliza��o das sondas de amostras para gr�os:

Perfure o saco com a sonda de amostras em posi��o fechada. Vire o tubo interior para abrir e encher a sonda. Volte a fechar virando o tubo interior, agitando a sonda ao mesmo tempo para evitar de quebrar os gr�os! Retire a sonda de amostras e esvazie a mesma num recipiente ou sobre urna folha!

Amostras representativas

Uma amostra individual consiste somente numa pequena por��o do total de gr�os contidos no lote. Por isso, deve-se efectuar a tomada de amostras de acordo a determinadas regras e com muito cuidado para poder obter urna amostra representativa para toda a pilha.

Para garantir isto

- devem ser tomadas amostras prim�rias suficientes

- os pontos escolhidos para tirar as amostras devem se encontrar distribuidos no lote inteiro

- as amostras primarias s�o juntadas para formar uma amostra mista (excepto as amostras que servem para determinar a presen�a de humidade!)

- A amostra mista � transformada em amostra standard, a qual ser� analisada ent�o cuidadosamente.

Os tr�s tipos de amostras utilizados neste procedimento podem ser definidos da forma seguinte:

Amostra prim�ria

A amostra prim�ria � uma amostra unit�ria tirada de um saco com um volume aproximativo de 100 ml. Para poder obter uma amostra representativa para toda a pilha devem ser tomadas amostras prim�rias suficientes de acordo �s regras mencionadas mais abaixo.

Amostra composta

A amostra composta consiste na mistura das amostras prim�rias e deveria ter um volume m�nimo de 2 l.

Amostra standard

A amostra standard tem um volume de exactamente 1 l de gr�os. Esta quantidade pode ser obtida reduzindo a amostra composta a um volume de 1 l com a ajuda de um separador de amostras. A amostra standard � a unidade de base para a analise de infesta��o com pragas.

Quantidade de amostras prim�rias

A quantidade m�nima de amostras prim�rias depende do tamanho das pilhas de sacos. Proporcionalmente, devem ser tomadas mais amostras das pilhas pequenas que das grandes devido a que no caso das pilhas pequenas encontram-se mais sacos no lado exterior, ou seja mais expostos a riscos de infesta��es por pragas. A quantidade de amostras primarias depende somente da quantidade de sacos, independentemente do peso.

Existem diferentes sistemas para determinar a quantidade de amostras primarias necess�rias para obter uma amostra representativa. O sistema seguinte � f�cil de aplicar:

Quantidade de sacos Quantidade de amostras prim�rias requeridas
at� 10 uma amostra por saco
de 11 a 100 10 sacos*
de 100 a 10.000
mais de 10.000

* se o gr�o � muito heterog�neo, a quantidade de amostras deve ser aumentada.

Os respons�veis de armaz�ns que n�o est�o familiarizados com o c�lculo de raizes quadradas e que n�o dispoem de uma calculadora, podem tamb�m proceder de acordo ao quadro seguinte:

Quantidade m�nima de amostras prim�rias em pilhas com grande quantidade de sacos

Sacos Amostras Sacos Amostras Sacos Amostras
50 - 100 10 800 - 900 30 2 500 - 3 000 55
100 - 150 12 900 - 1 000 32 3 000 - 3 500 59
150 - 200 14     3 500 - 4 000 63
200 - 250 16 1 000 - 1 200 35 4 000 - 4 500 67
250 - 300 18 1 200 - 1 400 37 4 500 - 5 000 71
300 - 400 20 1 400 - 1 600 40 5 000 - 6 000 77
400 - 500 22 1 600 - 1 800 42 6000 - 7 000 83
500 - 600 24 1 800 - 2 000 45 7 000 - 8 000 89
600 - 700 26     8 000 - 9 000 95
700 - 800 28 2 000 - 2 500 50 9 000 - 10 000 100

No momento da entrega do produto, deveriam ser tomadas amostras prim�rias de cada segundo saco do ve�culo.

Distribui��o dos pontos de tiragem de amostras

Os pontos de tiragem de amostras devem estar bem repartidos sobre a totalidade da superficie das pilhas. Isto significa que as superf�cies comparativamente grandes devem ter mais pontos de tiragem de amostras que as pequenas. Se a superf�cie total das pilhas � de 120 m�, por exemplo, e se um dos lados tem uma superf�cie de 40 m�, dever� ocorrer 1/3 das tiragens de amostras nesse lado. Consequentemente, num lado com uma superf�cie de 24 m�, dever�o ser tomadas 1/5 das amostras.

Um encarregado de armaz�m com experi�ncia vai estar em condi��es de estimar a distribui��o aproximada sem calcular os tamanhos de cada superf�cie. A ilustra��o seguinte d� uma ideia da distribui��o dos pontos de tiragem de amostras nas superf�cies individuais de uma pilha:

Figura 63

Cuide que os pontos de tiragem de amostras n�o se encontrem concentrados nos bordos.

Figura 64

Resulta avantajoso dispor de tamanhos de pilhas estandardizados no armaz�m para facilitar os trabalhos rotineiros como a determina��o da quantidade de pontos de tiragem de amostras ou o c�lculo das doses para os tratamentos contra as pragas que atacam os produtos armazenados.

Controlo de qualidade


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