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9.2 Produtos de fumiga��o

Sum�rio - Precedente - Siguiente

Utilizam-se principalmente dois produtos de fumiga��o para combater as pragas

A fosfina (PH3) e o brometo de metilo (CH3Br).

Al�m disso, utiliza-se o �cido cian�drico (HCN), especialmente para a fumiga��o de moinhos.

Nos �ltimos anos, s�o cada vez mais as objec��es com respeito � utiliza��o de produtos de fumiga��o. Sobretudo no referente a utiliza��o do brometo de metilo, mas tamb�m � da fosfina. Os problemas est�o principalmente relacionados com os efeitos nocivos sobre o ambiente, com a possibilidade destes produtos serem cancer�genos e com o aumento da resist�ncia desenvolvida pelas pragas.

O brometo de metilo � uma subst�ncia que contribui substancialmente �destrui��o da camada de ozono da atmosfera. � por isso que est�o sendo tomadas as medidas de substitui��o indicadas na sec��o 9.2.2. Em alguns pa�ses, o brometo de metilo e considerado como sendo um produto sobre o qual existem "suspeitas razo�veis" de que seja cancer�geno para o ser humano.

Com respeito � fosfina, o problema maior � a crescente resist�ncia desenvolvida pelas pragas, especialmente no subcontinente indico. A resist�ncia � a consequ�ncia de praticas erradas na fumiga��o, particularmente de defeitos na estanqueidade. Isto restringe consideravelmente as possibilidades de aplica��o da fosfina.

S�o muito escassas as alternativas para substituir a fosfina e o brometo de metilo. O sulfureto de carbonila (COS) parece ser uma alternativa prometedora para substituir o brometo de metilo. Este g�s, de apari��o natural, pode controlar todas as fases de desenvolvimento das pragas que aparecem nos produtos armazenados, sendo Rhyzopertha dominica a mais f�cil de controlar entre as esp�cies de cole�pteros, e Sitophilus oryzae a mais dif�cil. Numa concentra��o de 25 mg/l e uma dura��o de exposi��o de 24 horas, este g�s mata a maioria das esp�cies que aparecem nos armaz�ns. A sua inflamabilidade �parecida � do brometo de metilo e � da fosfina e ele tem a reputa��o de ser mais seguro para o ambiente que os outros dois gases. Devido a sua boa apropria��o, o sulfureto de carbonila foi patenteado na Austr�lia para o emprego na fumiga��o.

Com respeito � fosfina, � poss�vel que novos m�todos de aplica��o possam contribuir � redu��o das quantidades necess�rias para o tratamento e a optimiza��o dos resultados. Entre as tecnologias desenvolvidas, esperam-se bons resultados das misturas com CO2, das combina��es com calor ou do sistema de circula��o constante, o qual melhora a difus�o do g�s. Considerando o n�vel de tecnologia necess�rio, estes m�todos n�o s�o aplic�veis pelo momento nos pa�ses subdesenvolvidos.

9.2.1 Fosfina

9.2.1.1 Propriedades

- Muito boa faculdade de penetra��o no produto armazenado. A fosfina pode penetrar at� muros de blocos.

- A difus�o � muito boa em lugares fechados.

- Dispers�o r�pida durante o per�odo de arejamento que segue � fumiga��o.

- A fosfina geralmente n�o tem um efeito negativo sobre a faculdade de germina��o.

- Depois do arejamento, n�o ficam res�duos de gases.

- Ela tem um cheiro parecido ao dos carburetos ou ao do alho, o que serve de advert�ncia. N�o obstante, este cheiro nem sempre � reconhec�vel pelas pessoas acostumadas a tratar com fosfina ou depois de passar pela alvenaria. � por isso que os produtos comerciais largam um cheiro pungente de am�nio para servir de g�s de advert�ncia.

- A fosfina age de forma relativamente lenta.

- Ela � auto-inflam�vel no caso de se encontrar no ar numa concentra��o maior de 1.8% vol.

- Ela oxida o cobre, p.ex. os cabos el�ctricos e as conex�es.

9.2.1.2 Toxicidade da fosfina

- A fosfina � efectiva em todos os est�dios de desenvolvimento dos insectos (ovo, larva, cris�lida, adulto).

- A fosfina � altamente t�xica para os animais de sangue quente, consequentemente tamb�m muito perigosa para os seres humanos.

- N�o s�o conhecidos casos de envenenamento cr�nico como consequ�ncia da ingest�o repetida de doses sub-letais.

9.2.1.3 Formula��es e embalagens

A fosfina e oferecida de duas formas, como fosfuro de alum�nio (AIP) e como fosfuro de magn�sio (Mg3P2). O fosfuro de magn�sio libera mais fosfina e de maneira mais r�pida a temperaturas abaixo de 20�C que o fosfuro de alum�nio. Devido ao facto que ele n�o gera am�nio - o qual pode influenciar o gosto dos produtos com um alto teor em �gua - ele � aplic�vel p.ex. para frutas e legumes' podendo substituir o brometo de metilo em muitos casos. As duas formula��es s�o oferecidas em diferentes formas e embalagens, como sendo:

Comprimidos (redondos ou chatos): Cada um pesa 3 g de contem 1 g de PH3. Eles s�o vendidos em v�rios tamanhos de embalagens.

Pastilhas: Elas pesam 0.6 g e cont�m 0.2 g de PH3. Elas tamb�m s�o oferecidas em diferentes tamanhos de embalagens.

Saquinhos (s� o fosfuro de alum�nio): Eles cont�m 34 g de prepara��o com 11.3 g de PH3. Eles s�o vendidos � unidade, 4 saquinhos juntos, 10 saquinhos juntos ou como embalagem de 100 saquinhos.

A forma de 4 saquinhos tem sido desenvolvida para ser utilizada no caso de mercadoria a granel. Os 10 saquinhos s�o apropriados para a utiliza��o na fumiga��o de pilhas e de espa�os, e a embalagem de 100 saquinhos �ideal para as fumiga��es em grande escala.

Os saquinhos j� v�m prontos para o uso - nunca abrir antes de usar!

Placas (s� o fosfuro de magn�sio): Elas pesam 117 g e cont�m 33 g de PH3. Elas s�o vendidas � unidade ou em tiras de 20 placas.

Todas as formula��es de fosfina descritas v�m prontas para o uso.

9.2.1.4 Gera��o de g�s

A fosfina (PH3) � gerada como resultado da ac��o da temperatura e da humidade (no ar) com o fosfuro s�lido de alum�nio ou de magn�sio.

No caso dos saquinhos de fumiga��o, o material de embalagem absorve uma parte da humidade atmosf�rica, o que tem como consequ�ncia que a gera��o de g�s n�o � imediata. Isto deve ser considerado ao determinar a dura��o da exposi��o (veja-se sec��o 9.2.1.5). Aperfei�oamentos recentes levaram ao desenvolvimento de um produto de descomposi��o retardada, embalado em saquinhos de polietileno, perme�vel ao vapor de �gua e � fosfina,, mas resistente � �gua l�quida.

A gera��o de g�s come�a imediatamente depois da abertura do envolt�rio do fumigat�rio. N�o obstante, as concentra��es que podem ser perigosas para o ser humano s� podem ser alcan�adas depois de uma hora. Este per�odo pode at� se prolongar no caso de temperatura e humidade relativa baixas.

A descomposi��o das formula��es de fosfuro n�o � nunca total. Libera-se aproximadamente s� 98% da fosfina durante a fumiga��o. Os res�duos de p� cont�m ainda aproximadamente 2% de fosfuro de alum�nio sem reac��o (ou 0.2% no caso do fosfuro de magn�sio) e devem por isso ser recolhidos depois da fumiga��o. Os comprimidos e as pastilhas devem pelo tanto ser colocados numa esp�cie de bandeja ou um suporte similar. Deita-se depois o p� em �gua com sab�o, o que tem o efeito de liberar o g�s residual. Isto deveria ser efectuado ao ar livre para evitar a inala��o de g�s!

Descreve-se a gera��o da fosfina pelas reac��es qu�micas seguintes:

AIP + 3 H2O => Al(OH)3 + PH3
Fosfuro de alum�nio + �gua => Res�duos + Fosfina
Mg3P2 + 6 H2O => 3 Mg(OH)2 + 2 PH3
Fosfuro de magn�sio + �gua => Res�duos + Fosfina

9.2.1.5 Factores determinantes para o sucesso da fumiga��o

O sucesso da fumiga��o depende principalmente da dosagem correcta do fumigat�rio, da observa��o rigurosa do tempo m�nimo de exposi��o e, sobretudo, da qualidade da estanqueidade.

Doses de aplica��o recomendadas

As doses de aplica��o recomendadas para a fosfina s�o as seguintes:

Aplica��o Comprimidos Pastilhas Saquinhos
Fumiga��o abaixo de lonas 3 - 6/t ou 15 - 30/t ou 1 saco / 2 - 6 t ou
  2 - 4/m� 10 - 20/m� 1 saco / 1.5 - 4 m�
Fumiga��o de silos e contentores de fecho herm�tico 2 - 5 / t 10 - 25/ t 1 saco / 2 - 6 t

A concentra��o de g�s inicial tem um efeito de anestesia para os insectos antes de mat�-los. A redu��o resultante da actividade respirat�ria significa tamb�m uma redu��o da ingest�o do g�s. No caso de que a concentra��o de g�s baixe rapidamente como consequ�ncia de uma estanqueidade insuficiente ou de lonas defeituosas, as pragas podem se recuperar depois de um determinado per�odo de tempo sem ter recebido uma dose letal. Uma boa estanqueidade � o elemento mais importante da fumiga��o, sendo ele que leva ao �xito do tratamento.

Tempo de exposi��o

O tempo m�nimo de exposi��o depende da temperatura, da humidade relativa, da formula��o utilizada, e do facto se existe uma resist�ncia contra a fosfina. Os per�odos m�nimos seguintes devem ser observados de qualquer modo:

Temperatura do ar Comprimidos Pastilhas Saquinhos
10 - 15�C 6 dias 5 dias 8 dias
16 - 25�C 5 dias 4 dias 6 dias
mais de 25�C 4 dias 4 dias 5 dias

Com uma humidade relativa inferior a 60%: pelo menos 6 dias
No caso de resist�ncia: pelo menos 3 dias mais em cada caso
No caso de haver �caros: 10 dias

Quanto menor a temperatura e/ou a humidade relativa, mais lenta a reac��o qu�mica de gerar fosfina e maior o tempo de exposi��o requerido. A fumiga��o � ineficaz se a humidade relativa � inferior a 30% ou se a temperatura � inferior a 5�C.

Em lugares de condi��es clim�ticas �ridas, pode-se aumentar a humidade relativa debaixo de uma lona colocando ta�as de �gua abaixo das paletas ou salpicando �gua sobre o solo em cima do qual est�o colocadas as mesmas. De qualquer maneira, o fumigat�rio n�o deve nunca entrar em contacto directo com a �gua.

Na fumiga��o pode ser aplicado o principio seguinte: Quanto mais tempo o g�s tem para agir, melhor � o resultado. N�o obstante, isto exige que o produto armazenado esteja num lugar completamente estanque durante todo o processo de fumiga��o.

Estanqueidade

Os requisitos pr�vios mais importantes para o sucesso da fumiga��o s�o uma boa qualidade da lona de fumiga��o e a observa��o da estanqueidade. Isto garante a manuten��o da concentra��o necess�ria de g�s durante todo o per�odo de exposi��o.

- Lonas de famiga��o

A lona de fumiga��o deve satisfazer crit�rios bem espec�ficos:

� alta estanqueidade aos gases (inclusive as costuras)
� suficiente resist�ncia � ruptura
� pouco peso
� alta resist�ncia aos raios ultravioletas e �s temperaturas extremas

Muitos materiais pl�sticos n�o satisfazem estes crit�rios, devido a que n�o s�o suficientemente estanques ao g�s, n�o s�o resistentes aos danos mec�nicos ou s�o demasiado pesados para a manipula��o. � por isso que ao comprar lonas novas de fumiga��o, deveria-se cuidar que tivessem as seguintes caracter�sticas:

- Estanqueidade ao g�s: a taxa de difus�o n�o deve exceder 1 mg PH3 por m� e por dia, e 50 mg CH3Br por m� e por dia.

Se a lona estiver composta de varias pe�as, deve-se cuidar que elas tenham sido bem soldadas e que as soldaduras presentem refor�os nos cantos para evitar uma poss�vel ruptura. Lonas com costuras coladas nem sempre podem resistir �s condi��es clim�ticas das regi�es tropicais. Por outro lado, as lonas cosidas t�m o inconveniente de perder g�s pelos pontos de costura.

- A resist�ncia � ruptura deve ser de pelo menos 900 N nas duas direc��es

- O peso n�o deve exceder 200 - 250 g/m2

- A resist�ncia aos raios ultravioletas � satisfact�ria quando o material presenta 3% de estabilidade UV

- Deve-se garantir uma resist�ncia a temperaturas de at� 80�C.

Se for poss�vel, deve-se escolher o tamanho da lona de tal maneira que seja poss�vel uma fumiga��o de uma pilha com uma lona s�. Tamb�m neste caso, � conveniente ter tamanhos de pilhas estandardizados.

- Cuidado das lonas de fumiga��o

Uma armazenagem correcta e uma manipula��o cuidadosa podem evitar danos e prolongam a vida das lonas de fumiga��o. Elas deveriam se encontrar dobradas com cuidado e guardadas todas juntas sobre paletas. No caso de que as lonas se encontrem descuidadamente num rinc�o, pode acontecer que os roedores se instalem nelas e as danifiquem consideravelmente.

Ao colocar as lonas sobre as pilhas, deve-se cuidar de evitar furos e rasg�es. Em vez de arrastar as lonas pelo ch�o ou sobre as paletas, carregue elas! N�o pise sobre as lonas ao dobrar as mesmas para evitar que pequenas pedras ou gr�os fa�am furos.

O bom estado das lonas deve ser verificado regularmente. Qualquer furo ou rasg�o deve ser reparado imediatamente. Rasg�es pequenos podem ser fechados por meio de fitas isolantes sobre os dois lados da lona, sobre rasg�es maiores, deve-se colar um peda�o do mesmo material que o da lona. Para isto, deve-se utilizar um adesivo especial.

- Material necess�rio para obter uma lona de fumiga��o estanque no solo

At� a melhor das lonas � totalmente ineficiente se a estanqueidade com respeito ao solo n�o � garantido. A t�cnica necess�ria a tal efeito encontra-se descrita na sec��o 9.2.1.7. 0 melhor m�todo � o de usar serpentes de areia, o que presenta uma s�rie de vantagens:

� alta flexibilidade (boa adapta��o ao solo)
� suficientemente moles (evita danos nas lonas)
� suficiente peso (para manter pressionada a lona sobre o solo)
� f�cil de produzir

Precisam-se os materiais seguintes para fazer serpentes de areia:

- sacos velhos de gra�s, cortados na metade ou em ter�os no sentido do comprimento, e cosidos nos cantos:

Figura 118

- lonas de fumiga��o velhas cortadas em peda�os de tamanho adequado e cosidos de maneira a obter uma forma de salsicha

- folhas pl�sticas tubulares, as quais podem ser compradas ao metro e cortadas de acordo a necessidade. As extremidades podem ser fechadas com um n� ou soldadas.

As serpentes de areia deveriam ter um di�metro de pelo menos 10 cm e um comprimento de 1 - 1.5 metros. Deve-se encher as mesmas com suficiente areia como para que possam ser dobradas e se adaptar �s desiguldades do solo. Nunca encher as serpentes totalmente com areia, sendo r�gidas elas n�o servem ao fim desejado. As serpentes deveriam ser colocadas de tal maneira que fiquem sobrepostas de pelo menos 'h do seu comprimento.

Pedras, paletas, sarrafos ou materiais similares n�o s�o adequados devido �falta de flexibilidade e eles poderiam ocasionar danos �s lonas. N�o utilizar nunca sacos enchidos com o produto armazenado, ele poderia estar infestado e provocar depois uma reinfesta��o.

Um outro m�todo para alcan�ar a estanqueidade � o de utilizar papel e cola. Um requisito pr�vio para esse tipo de aplica��o � um solo liso e bem limpo. A cola � produzida misturando farinha de trigo com �gua ate obter uma massa espessa. Melhor ainda � cola para papel de parede. Deve-se repartir ent�o uma camada dessa cola nas superf�cies aonde v�o ser colocadas as lonas sobre o solo. Colocar tiras de papel (p.ex. jornais velhos) de mais ou menos 15 a 20 cm de largura sobre essa camada e cobrir tamb�m essas tiras com a cola. Colocar depois a lona ao longo do centro das tiras de papel, cobrir novamente com cola e p�r outra camada de papel em cima. Finalmente, deve-se cobrir a camada de papel superior uma vez mais com cola. Depois da secagem da cola, est� pronta a superf�cie estanque ao g�s.

Este m�todo n�o � apropriado para os �ngulos das pilhas aonde se formam dobras. Aqui devem ser utilizadas serpentes de areia.

Aplica��o

J� foi mencionado anteriormente que por raz�es de seguran�a, os res�duos dos comprimidos, das pastilhas e dos saquinhos devem ser recolhidos depois da fumiga��o. Isto n�o � problem�tico no caso dos saquinhos, mas n�o � f�cil no caso do p� residual dos comprimidas e das pastilhas. Por isso, os comprimidos e as pastilhas devem ser colocados sobre bandejas ou pe�as de cart�o e nunca ser simplesmente colocados sobre as pilhas. As caixas de ovos s�o uma base ideal, j� que possibilitam a coloca��o de um comprimido em cada segmento.

Colocar as bandejas/os peda�os de cart�o ou as caixas de ovos abaixo das paletas ou directamente ao lado da pilha antes de fechar hermeticamente. E aconselh�vel colocar as pastilhas ou os comprimidos necess�rios para a fumiga��o de 500 t de mercadoria sobre seis suportes distribuidos uniformemente.

Devido ao perigo de auto-igni��o que pode existir no caso de uma alta concentra��o de fosfina, deve-se procurar que os comprimidos e as pastilhas n�o entrem em contacto entre si.

Deve-se dar prefer�ncia � utiliza��o de saquinhos em tiras aos individuais. As tiras podem ser fixadas � pilha metendo para dentro o primeiro saquinho entre dois sacos de cereais.

Figura 119

Ao come�ar a fumiga��o, a concentra��o de fosfina no lugar estanque � bem maior b requerida. Pouco a pouco ela desce, ainda quando a estanqueidade tenha sido efectuada de acordo �s mais altas normas. Esta observa��o levou �ideia de repartir a quantidade de fumigat�rio em tr�s doses individuais que devem ser aplicadas respectivamente no primeiro, no segundo e no terceiro dia do processo de fumiga��o. Nos testes, este m�todo mostrou resultados �ptimos. A dificuldade se encontra na forma de proceder, a qual requer um sentido de organiza��o acima da m�dia e condi��es de seguran�a perfeitas para as pessoas que efectuam a opera��o. N�o obstante, em presen�a da situa��o existente na maioria dos armaz�ns, parece dif�cil que as condi��es sejam oferecidas como para praticar uma tal reparti��o de doses.

Arejamento

Ao finalizar o processo de fumiga��o, deve-se cuidar de retirar totalmente o fumigat�rio do produto armazenado e do armaz�m por meio de um arejamento consequente antes de poder permitir novamente o acesso geral (veja-se sec��o 9.3). 0 per�odo m�nimo de arejamento para a fosfina � de tr�s horas. No caso de que uma falta dos dispositivos correspondentes n�o permita um arejamento suficiente, deve-se prever um per�odo de pelo menos seis horas. No caso de n�o se encontrar � disposi��o um detector de g�s (veja-se sec��o 9.3), deve-se prever um per�odo de arejamento entre 6 e 12 horas, para evitar qualquer risco.

9.2.1.6 Resist�ncia � fosfina

Uma fumiga��o correcta permite combater completamente as pragas de armazenagem de maneira que o desenvolvimento de resist�ncia � quase imposs�vel. N�o obstante, aplica��es incorrectas da fumiga��o levaram a que exista uma resist�ncia a fosfina alarmantemente grande em todo o mundo e que n�o deixe de aumentar. A resist�ncia � fosfina foi descoberta pela primeira vez em pa�ses nos quais � praticada a fumiga��o de espa�os, mas em armaz�ns n�o estanques ao g�s.

Hoje j� � um facto incostest�vel que o desenvolvimento da resist�ncia entre as pragas dos produtos armazenados � favorecido especialmente por uma estanqueidade insuficiente e pela perda de g�s resultante. Ao descer rapidamente a concentra��o de g�s, as pragas obt�m a possibilidade de sobreviver e de proliferar.

Por isso, deveriam ser tomadas as medidas seguintes:

- Boa higiene e ger�ncia efectiva dos armaz�ns
- Dosagem e aplica��o correctas dos fumigat�rios
- Estanqueidade completa do produto armazenado ou do lugar de fumiga��o
- Observa��o do tempo de exposi��o necess�rio

9.2.1.7 Fumiga��o de uma pilha de sacos com fosfina

As fumiga��es s� devem ser efectuadas por pessoal devidamente formado. Para cada fumiga��o deve existir um chefe de equipa que � respons�vel das opera��es, desde o come�o das prepara��es ate a libera��o do armaz�m para o acesso geral depois de terminada a aplica��o. O chefe da equipa �respons�vel pelo sucesso e a seguridade das opera��es. A fumiga��o das pilhas de sacos pode ser dividida em 5 etapas:

1. prepara��es
2. aplica��o do fumigat�rio e trabalhos de estanqueidade
3. controlos durante a fumiga��o
4. arejamento e libera��o do armaz�m para o acesso geral
5. trabalhos de limpeza

Os regulamentos de precau��o (veja-se sec��o 9.4) e as instru��es do fabricante dos fumigat�rios devem ser observados durante todo o processo de fumiga��o.

A seguir, detalhes sobre as 5 etapas j� mencionadas.

Prepara��es

- Informe todas as pessoas que trabalham no armaz�m e que vivem nos arredores sobre a fumiga��o iminente!
- Assegure-se que n�o exista perigo para os vizinhos!
- Limpe o anmaz�m!
- Mida o comprimento, a largura e a altura da pilha:

Exemplo:

Comprimento (C) = 6 m
Largura (L) = 4 m
Altura (A)= 3 m

- C�lculo do volume da pilha:

C x L x A = 6 m x 4 m x 3 m = 72 m�

- Calcule a quantidade de comprimidos, pastilhas ou saquinhos de acordo �dose de aplica��o recomendada, p.ex. 2 comprimidos/m3:

2 comprimidos / m� x 72 m� = 144 comprimidos

- Arredonde por excesso ou por defeito de acordo ao tamanho das embalagens para terminar todos os tubos abertos (no caso de 30 comprimidos por tubo, use 5 tubos = 150 comprimidos).

- Verifique poss�veis danos nas lonas dobradas!

- Estenda a lona de fumiga��o sobre a pilha da forma seguinte:

Figura 120

� Coloque a lona dobrada sobre a pilha (1)!
� Desdobre a lona sobre os lados da pilha (2)!
� Estenda a lona sobre a pilha de tal forma que fiquem pelo menos 50 cm de lona no solo de cada lado (3)!

- Ao cobrir a pilha com mais de uma lona:

Figura 121

� Enrole as lonas todas juntas de maneira a que fiquem sobrepostas de pelo menos 50 cm!

� Ajunte o rolo com clips ou com serpentes de areia na parte superior e com fitas adesivas nos lados!

- Deve-se distribuir suficiente quantidade de serpentes de areia ao redor da pilha!

Exemplo:

Circunfer�ncia da pilha: 6 m + 4 m + 6 m + 4 m = 20 m
Comprimento total das serpentes de areia requerido: 1.5 x 20 m = 30 m

- Repartir uniformemente os envolt�rios do fumigat�rio ao redor da pilha de maneira que os mesmos fiquem acess�veis, p.ex. 1 tubo com 30 comprimidos perto de cada bandeja, cart�o ou outro tipo de suporte

- Ter � disposi��o uma m�scara anti-g�s com um filtro novo para um caso de emerg�ncia!

Aplica��o do famigat�rio e trabalhos de estanqueidade

- Ao utilizar comprimidos ou pastilhas:

- Abrir os envolt�rios, tubos ou frascos um depois do outro e distribuir os comprimidos ou as pastilhas sobre a bandeja ou outro suporte sem que possam ter contacto entre si!

- Levantar um lado da lona e colocar os suportes debaixo das paletas!

Figura 122

No caso de n�o ter paletas � disposi��o por alguma raz�o excepcional, devemse colocar os suportes sobre o solo, perto da pilha.

- Ao utilizar tiras de saquinhos:

- Abrir uma lata depois da outra e fixar a tira de saquinhos a intervalos regulares metendo um saquinho entre dois sacos de cereais (veja-se ilustra��o em sec��o 9.2.1.5, Aplica��o)!

Figura 123

� Desdobrar com cuidado a lona de fumiga��o sobre a pilha (1)
� Colocar uma serpente de areia de acordo � ilustra��o (2)
� Reter as extremidades da lona sobre os lados da pilha (3, 4)

- Assegurar-se que a lona se encontre planamente sobre o solo!

- Distribuir as serpentes de areia sobre a lona, ao redor de toda a pilha, de maneira a que fique sobreposta em 1/4 de seu comprimento!

Figura 124

- Os trabalhos devem ser efectuados de tal maneira que estejam prontos depois de uma hora devido � gera��o de g�s.

- Se a pilha estiver construida sobre uma superf�cie porosa ou arenosa, devese colocar de entrada uma lona sobre o solo para evitar que o g�s escape por ali. Essa lona ser� fixada a lona que recobre a pilha de acordo ao mencionado na sec��o sobre as prepara��es para a fumiga��o.

- Colocar placas de advert�ncia sobre a pilha e na porta do armaz�m!

- Fechar o armaz�m � chave!

Controlos durante a fumiga��o

- Verificar regularmente a estanqueidade!

- Assegurar-se que n�o entrem pessoas n�o autorizadas no armaz�m durante o per�odo de fumiga��o!

- Autorizar s� os trabalhos mais importantes dentro do armaz�m e cuidar de um bom arejamento durante os trabalhos! Medir a concentra��o de g�s de vez em quando para evitar riscos ao pessoal (veja-se sec��o 9.3)!

Arejamento e libera��o do armaz�m para o acesso geral

- Abrir portas e janelas para arejar o armaz�m!
- Usar uma m�scara com um filtro novo (tipo B) para fosfina!
- Retirar as serpentes de areia!
- Levantar a lona nos cantos das pilhas!
- Sair do armaz�m e arejar durante pelo menos uma hora (quanto mais tempo, melhor)!
- Retirar completamente a lona de fumiga��o da pilha (usar m�scara)!
- Arejar durante pelo menos duas horas mais (quanto mais tempo, melhor)!
- Usando m�scara, medir a concentra��o de fosfina (veja-se sec��o 9.3) dentro do armaz�m e liberar o lugar para o acesso geral no caso que o valor seja menor de 0.1 ppm, ou continuar com o arejamento se a concentra��o se encontrar em cima desse valor!

Trabalhos de limpeza

- Recolher os res�duos dos comprimidos, das pastilhas ou dos saquinhos!

- Verter os res�duos em p� dos comprimidos e pastilha dentro de �gua com sab�o e cuidar de n�o inalar o g�s!

- Enxaguar os contentores vazios dos fosfuros (latas, tubos, garrafas) com �gua, destruir e enterrar os mesmos para evitar a reutiliza��o!

- Enterrar os saquinhos ou as tiras do fumigat�rio utilizado!

- Verificar poss�veis danos na lona e reparar se for necess�rio!

- Dobrar a lona correctamente!

- Guardar a lona dobrada sobre uma paleta!

- Retirar as placas de advert�ncia das portas!

9.2.1.8 Fumiga��o de s�los utilizando fosfina

O melhor momento para a fumiga��o dos silos � durante o enchimento. Devese cuidar de fechar hermeticamente todas as aberturas utilizando folhas pl�sticas ou papel de parede fixado com cola, ou com outras coberturas imperme�veis. Adiciona-se a intervalos regulares o fumigat�rio �mercadoria que vai passando pela cinta transportadora, ou lan�a-se dentro do silo por um postigo durante o enchimento. A adi��o � efectuada de acordo �quantidade de gr�o que vai entrando.

Exemplo:

Um silo com uma capacidade de 500 toneladas deve ser enchido completamente. Isto � efectuado com uma velocidade de 20 t/h. No caso de uma dosagem de 3 comprimidos/t, devem-se adicionar 60 comprimidos por hora. Para alcan�ar uma distribui��o �ptima do g�s, recomenda-se adicionar 5 comprimidos todos os cinco minutos. No caso de ter � disposi��o um distribuidor autom�tico, dever� este ser colocado a 1 comprimido por minuto. Existem distribuidores autom�ticos para comprimidos e pastilhas.

Devido a que o enchimento de um silo leva um tempo consider�vel, existe perigo para o pessoal devido � gera��o de g�s. Por isso, � muito importante o uso da m�scara de g�s durante uma aplica��o manual do fumigat�rio.

No caso de que o silo n�o se encontre enchido completamente, deve-se aplicar o fumigat�rio de acordo � capacidade de silo restante (volume em m�).

Os res�duos do fumigat�rio devem ser retirados do produto armazenado antes de ser transportado:

� Os saquinhos s�o recolhidos no lugar de sa�da dos gr�os por meio de um crivo de malhas grossas.

� Res�duos de comprimidos e pastilhas s�o retirados usando um aspirador.

9.2.1.9 Fumiga��o com fosfina da mercadoria a granel

A mercadoria a granel tamb�m pode ser tratada abaixo de uma lona de fumiga��o. A fumiga��o deveria ser efectuada de acordo �s instru��es mencionadas na sec��o 9.2.1.7.

Se a altura da pilha de mercadoria a granel n�o sobrepassa os 2 metros, podem ser distribuidos comprimidos, pastilhas (sobre uma bandeja ou similar) ou saquinhos sobre a pilha a intervalos regulares, os quais poder�o ser recolhidos depois da fumiga��o. Os saquinhos em rolo s�o muito apropriados para este prop�sito (1 rolo para cada 100 - 300 t).

Se a altura da pilha de mercadoria a granel sobrepassa os 2 metros, devem ser introduzidos a intervalos regulares comprimidos, pastilhas ou saquinhos dentro do produto. Isto requer uma prepara��o cuidadosa e uma boa equipa, j� que n�o deve passar mais de uma hora entre o momento da abertura do primeiro envolt�rio com fumigat�rio e a finaliza��o dos trabalhos de estanqueidade.

Os res�duos s� podem ser retirados nesse caso por meio de uma limpeza mec�nica da mercadoria antes da sua expedi��o (veja-se sec��o 9.2.1.8).

9.2.2 Brometo de metilo

Desde o inicio do ano 1995, a utiliza��o do brometo de metilo tem sido restrita consider�velmente nos pa�ses industrializados devido a seu potencial de destrui��o do ozono e os riscos de cancro. As perspectivas da utiliza��o deste fumigat�rio no futuro parecem muito limitadas. Nos pa�ses industrializados, espera-se uma interdi��o geral para o ano 2010. Devido a que os �nicos campos de aplica��o no futuro mais cercano parecem ser a quarentena e a fumiga��o antes do embarque, decidimos encurtar a sec��o sobre a fumiga��o com brometo de metilo neste manual. Espera-se para o futuro pr�ximo uma toler�ncia nula nos pa�ses industrializados em rela��o aos res�duos desse produto. Por esse motivo a GTZ apoia os pa�ses em vias de desenvolvimento na introdu��o de alternativas por meio de material de extens�o rural e medidas complementares correspondentes. Na �ltima p�gina deste livro, encontram-se informa��es sobre esta oferta da GTZ.

9.2.2.1 Propriedades

- Excelente penetra��o no produto armazenado

- Ac��o r�pida

- O brometo de metilo se volatiliza de maneira relativamente r�pida sob o efeito do arejamento

- N�o � nem inflam�vel, nem explosivo

- � l�quido a temperaturas menores de 4�C e press�o atmosf�rica normal

- O brometo de metilo se deposita devido a que � tr�s vezes mais pesado que o ar

- Existe a possibilidade de uma redu��o da faculdade de germina��o, particularmente em sementes com alto teor em humidade

- O brometo de metilo pode deixar res�duos, particularmente nos produtos armazenados que cont�m gorduras, podendo alterar o seu cheiro. Por essa raz�o, o produto armazenado com um alto teor em lip�dios s� poder� ser fumigado uma vez com brometo de metilo.

9.2.2.2 Toxicidade

- O brometo de metilo � efectivo contra os insectos em todos os seus est�dios de desenvolvimento.

- O brometo de metilo � altamente t�xico para os animais de sangue quente e, consequentemente, muito nocivo para o ser humano. Ele pode ser absorvido tanto pelas vias respirat�rias como pela pele. Por isso, �absolutamente necess�rio usar roupa de protec��o ao tratar com este fumigat�rio.

- Uma ingest�o repetida de brometo de metilo, mesmo em pequenas quantidades, leva a uma acumula��o do mesmo e, finalmente, a um envenenamento cr�nico que pode at� levar � morte.

Ao fumigar com brometo de metilo, � absolutamente necess�rio que os trabalhos sejam efectuados por pessoal devidamente formado e respons�vel. Uma aplica��o incorrecta � extremadamente perigosa tanto para o usu�rio como para as pessoas que se encontram na proximidade.

9.2.2.3 Formas de apresenta��o

O brometo de met�lo � vendido em recipientes cil�ndricos de a�o de diferentes tamanhos e em latas. A escolha da embalagem depende da quantidade necess�ria.

9.2.2.4 Gera��o de g�s

O brometo de metilo forma gases a partir de temperaturas de mais de 4�C, mas ele pode ser mantido no estado liquido ficando sob press�o em cilindros de g�s, similar ao butano e propano. Ao abrir a v�lvula, o brometo de metilo �liberado, volatilizando-se no ar e ficando efectivo como fumigat�rio. �importante de ter suficiente espa�o � disposi��o para permitir uma reparti��o do g�s e evitar uma condensa��o do brometo de metilo.

9.2.2.5 Factores determinantes para o sucesso da fumiga��o

Os trabalhos de estanqueidade, de controlo e precau��o durante a fumiga��o, de arejamento, de libera��o do armaz�m e de limpeza, s�o os mesmos que os v�lidos para a fumiga��o com fosfina (veja-se sec��o 9.2.1.7). As �nicas diferen�as residem ao n�vel das prepara��es (c�lculo da quantidade de g�s necess�ria), e na aplica��o.

Doses de aplica��o recomendadas

A dose de aplica��o recomendada na fumiga��o de gr�os em pilhas de sacos e debaixo de uma lona, � de 20 - 40 g/m3.

O respeito da dose de aplica��o recomendada � essencial. O �xito do tratamento � insuficiente no caso de uma dose muito baixa. Al�m disso, existe o perigo do desenvolvimento de resist�ncias. Ao poder garantir que o produto se encontra correctamente coberto e � estanque, a dose recomendada ser� totalmente suficiente. No caso de um excesso da quantidade de brometo de metilo, pode-se sobrepassar o limite m�ximo de res�duos.

A fumiga��o efectiva de silos exige imperativamente dispositivos para a recircula��o do g�s para evitar o dep�sito do mesmo no fundo do silo.

Tempo de exposi��o

O brometo de metilo age mais rapidamente que a fosfina. O tempo de exposi��o e geralmente 24 horas. Devido ao perigo de que fiquem res�duos do brometo no produto fumigado, n�o deveria nunca ser excedido este per�odo.

Qualidade da estanqueidade

Os crit�rios aplic�veis para a estanqueidade s�o os mesmos que os v�lidos para a fosfina (veja-se sec��o 9.2.1.5).

Aplica��o

Deve-se usar uma m�scara integral com um novo tipo de filtro respirat�rio AX (anel castanho)! Contrariamente � aplica��o da fosfina, � indispens�vel a utiliza��o desta m�scara ao tratar com brometo de metilo.

A aplica��o do brometo de metilo a partir dos cilindros de a�o, � efectuada por meio de tubos de polietileno com um bico na extremidade. Os simples tubos de cauchu n�o s�o apropriados para tal utiliza��o. O mais conveniente s�o sistemas de tubos com diferentes saidas, sendo poss�vel assim a aplica��o do fumigat�rio em mais de um ponto ao mesmo tempo. Deveria se encontrar um ponto de aplica��o para cada 9 m� de superf�cie de pilha. Os bicos deveriam se encontrar mais ou menos a 3 m um do outro e pelo menos a 1.5 a 2 m dos contomos da pilha. Para obter aproximadamente a mesma press�o sobre todos os bicos, devem-se encontrar as extremidades de todas as ramifica��es do sistema a distancias iguais do cilindro.

O brometo de metilo vai se depositar no fundo da pilha por ser mais pesado que o ar. Por isso, a aplica��o deve ser come�ada na parte mais alta da pilha para permitir a penetra��o dentro do produto. Para prevenir qualquer tipo de condensa��o do g�s (devido ao esfriamento resultante da evapora��o do brometo de metilo), deve-se modificar o empilhamento dos sacos das camadas superiores para criar condutos de ar (uma cavidade para cada bico). Isto permite um interc�mbio r�pido do ar e do calor. Para evitar que o brometo de metilo se derrame sobre o produto armazenado, deveriam-se colocar lonas ou sacos vazios ao longo dos condutos.

Pode-se controlar a dosagem observando o peso do cilindro durante a aplica��o. A tal efeito, o cilindro deve ser colocado sobre uma balan�a.

Por raz�es de seguran�a, a aplica��o n�o deve durar mais de 10 a 15 minutos. Isto exige uma prepara��o e uma organiza��o perfeitas antes de come�ar com a opera��o.

Arejamento

O per�odo de arejamento m�nimo para o brometo de metilo � de aproximadamente 6 horas. Em lugares dif�ceis de arejar, deve-se prolongar o per�odo a pelo menos 12 horas.


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