7. Pragas de armazenagem importantes
Sum�rio
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7.1 Identifica��o das pragas
7.2 Classifica��o das pragas de armazenagem
7.3 Desenvolvimento dos insectos
7.4 Influ�ncias dos factores clim�ticos sobre
o desenvolvimento
7.5 Diferentes fontes de alimentos das pragas
7.6 Caracter�sticas morfol�gicas dos insectos
7.7 Esp�cies de pragas de armazenagem
7.8
Referencias liter�rias
A maior parte dos danos sofridos pelo produto armazenado causado por insectos, se bem que em alguns pa�ses os roedores s�o ainda mais perigosos. A alta taxa de reprodu��o e o curto prazo necess�rio para o seu desenvolvimento, possibilitam aos insectos de provocar danos importantes a partir de uma popula��o origin�ria de quantidade modesta.
O factor de reprodu��o do Tribolium por exemplo, � de 70. Isto significa que, no caso de condi��es �ptimas, um par de Tritolium vai ter a descend�ncia seguinte:
| depois de 1 m�s: | 2 x 70 = | 140 |
| depois de 2 meses: | 140 x 70 = | 9 800 |
| depois de 3 meses: | 9 800 x 70 = | 686 000 |
Depois de 4 meses a cifra te�rica seria de: 686 000 x 70 = ou seja 48 020 000. Mas, nesse est�dio, as condi��es de vida e de desenvolvimento se tomam dif�ceis e a concorr�ncia para a alimenta��o e o excesso de popula��o limita a continua��o do desenvolvimento.
As diferentes esp�cies de insectos diferem umas das outras pelo comportamento, pelo tipo e a import�ncia dos danos que podem causar e pela sua reac��o �s medidas de combate. A identifica��o dos insectos encontrados num armaz�m e o conhecimento da biologia dos mesmos �muito importante para Poder responder �s perguntas seguintes:
- Trata-se de uma praga de armazenagem?
Exemplo:
Muitas esp�cies de Bruchus s�o pragas de campo que atacam as leguminosas e elas podem ser trazidas ao armaz�m aonde n�o podem se desenvolver. Neste caso, estes insectos n�o s�o pragas de armazenagem.
- Trata-se de uma praga de armazenagem grave?
Exemplo:
O Sitophilus zeamais por exemplo, � uma praga muito grave para os produtos armazenados, sobretudo para os cereais em regi�es tropicais e subtropicais, enquanto que o Palorus subdepressus geralmente n�o � t�o importante.
- Trata-se de uma esp�cie de insecto que revela problemas existentes na armazenagem?
Exemplo:
O Alphitobius laevigatus encontra-se geralmente dentro dos produtos armazenados mofosos. O descobrimento deste insecto revela condi��es de armazenagem h�midas.
- Que medidas deveriam ser tomadas?
Exemplo:
Os Bostrichidae, como p.ex. a Rhyzopertha dominica, podem ser controlados de maneira eficaz por meio de piretrinas sint�ticas e, de maneira n�o t�o eficaz, por meio de preparados organofosforosos.
Existem diferentes ajudas para a identifica��o dos insectos:
� chaves de identifica��o, as quais n�o s�o adequadas na pr�tica para o uso di�rio nos armaz�ns
� ilustra��es em forma de posters, prospectos, folhetos ou livros
� colec��es das diferentes esp�cies de pragas de armaz�ns para possibilitar uma compara��o directa com as esp�cies encontradas.
Todo encarregado de armaz�m deveria ter � sua disposi��o uma lupa com uma possibilidade de engrandecimento entre 8 e 12 vezes.
7.2 Classifica��o das pragas de armazenagem
Os cole�pteros (Coleoptera) s�o de longe o grupo mais importante das pragas de armazenagem, seguido pelo grupo das tra�as (Lepidoptera). Existem outros como as Psocoptera, as quais n�o podem ocasionar grandes danos aos produtos armazenados mas podem significar um problema de higiene ao aparecer em grande quantidade.
Os �caros (Acarina) que aparecem como pragas nos gr�os, particularmente na farinha, pertencem ao grupo das Arachnida.
7.3 Desenvolvimento dos insectos
Ao igual que os outros insectos, tamb�m os cole�pteros e as tra�as passam por diferentes est�dios de desenvolvimento. Os insectos adultos p�em os ovos, dos quais saim as larvas. As larvas causam a maioria dos danos como resultado da sua alimenta��o com o produto armazenado. O seu desenvolvimento passa por uma s�rie de est�dios, acabando todos na transforma��o em cris�lida. O adulto forma-se a partir da cris�lida. Este cicio de desenvolvimento � chamado metamorfose completa. A dura��o deste cicio varia dependendo da esp�cie e � muito influenciada por factores externos (veja-se sec��o 7.4).
Muitas vezes existem tamb�m diferen�as entre as esp�cies no referente ao lugar aonde p�em os ovos (dentro ou sobre o gr�o), aonde as larvas se desenvolvem (dentro ou fora do gr�o) e aonde a transforma��o em cris�lida �efectuada (dentro ou fora do gr�o).
7.4 Influ�ncias dos factores clim�ticos sobre o desenvolvimento
Cada esp�cie tem as suas pr�prias condi��es �ptimas de temperatura e de humidade para o desenvolvimento (veja-se sec��o 2.2.5). Estas condi��es �ptimas podem diferir dentro da mesma esp�cie dependendo do est�dio de desenvolvimento.
As temperaturas �ptimas encontram-se geralmente entre 25 e 32�C. No caso de temperaturas abaixo de 14�C e acima de 42�C, n�o ocorre nenhum desenvolvimento. A maioria das pragas de armazenagem morrem a temperaturas abaixo de 5�C e acima de 45�C.
A humidade relativa �ptima para a maioria das esp�cies � de 70%, encontrando-se o valor m�nimo entre 25 - 40�/0 e o m�ximo entre 80 -100%. Existem muito poucas esp�cies capazes de sobreviver em lugares extremamente secos (Oryzaephilus spp. at� 10% de humidade relativa, Trogoderma granarium e Tribolium spp. at� 3% de humidade relativa).
Sob condi��es �ptimas, a dura��o do ciclo de desenvolvimento do ovo ao adulto � de 18 - 25 dias para os cole�pteros e 28 - 35 dias para as tra�as. Sob condi��es desfavor�veis, este per�odo pode durar v�rios meses.
Os insectos s�o muito influenciados na sua actividade e fertilidade pelas mudan�as de luminosidade que ocorrem durante o dia. Sobretudo as tra�as s�o muito activas nas horas da madrugada e do fim da tarde. � por isso que as inspec��es para detectar eventuais insectos voadores deveriam ser efectuadas nessas horas. Isto tamb�m � v�lido no caso de pulveriza��es destinadas ao combate das tra�as. Luz artificial pode ajudar a reduzir consider�velmente a actividade voadora e a fertilidade das tra�as.
7.5 Diferentes fontes de alimentos das pragas
Os insectos que atacam os produtos armazenados t�m necessidades diferentes enquantos a composi��o de seus alimentos:
� Pragas prim�rias s�o capazes de atacar os gr�os inteiros, intactos e aptos para a armazenagem.
Exemplos: curculon�deos, Rhyzopertha dominica, Sitotroga cerealella
� As pragas secund�rias s� podem atacar gr�os quebrados, h�midos, e consequentemente os gr�os brandos, os j� atacados por pragas prim�rias ou produtos transformados, p.ex. a farinha.
Exemplos: tenebri�es
� As pragas indicadoras de mofo alimentam-se exclusivamente ou parcialmente de fungos e a sua presen�a revela problemas de humidade.
Exemplos: Alphitobius diaperinus, Ahasverus advena
� Os comedores de detritos alimentam-se principalmente de p�, de excrementos de outros insectos ou de insectos mortos. Geralmente, eles n�o se alimentam do produto mesmo, mas podem causar graves problemas de higiene.
Exemplos: Psocoptera
� Os predadores alimentam-se exclusivamente ou parcialmente de insectos, sobretudo das larvas e dos ovos (veja-se sec��o 10.2).
Exemplos: Teretriosoma nigrescens, Tenebroides mauritanicus
Algumas pragas de armazenagem ca�am as larvas de outras esp�cies. N�o obstante, a sua utilidade como factor de redu��o de infesta��o � bem menor ao dano que elas mesmas causam ao produto armazenado.
Exemplo: Tribolium castaneum
A faculdade de poder utilizar o produto armazenado como fonte de alimenta��o depende de uma s�rie de factores:
A maioria das pragas de armazenagem s�o capazes de penetrar numa pilha de sacos bem mais facilmente que no produto armazenado a granel devido aos espa�os entre os sacos. O tamanho, a textura da superf�cie e as subst�ncias nutritivas no gr�o t�m influ�ncia sobre a faculdade que as pragas podem desenvolver para atacar o produto. Isto tamb�m � v�lido para os materiais de embalagem e para o pr�prio estado do armaz�m.
7.6 Caracter�sticas morfol�gicas dos insectos
O corpo de um insecto divide-se em tr�s partes:
1. A cabe�a com os olhos, as antenas e as mand�bulas
2. o t�rax, o qual est� composto de 3 segmentos (prot�rax, mesot�rax, metat�rax) e que sostem tr�s pares de patas e as asas ou os �litros, respectivamente
3. o abdome, aonde se encontram os �rg�os reprodutores e digestivos.
No caso dos cole�pteros, as asas anteriores (�litro) s�o endurecidas e de estrutura c�rnea para proteger o abdome.
As tra�as t�m dois pares de asas membranosas cobertas de escamas.
As larvas dos cole�pteros t�m tr�s pares de patas. N�o obstante, em algumas esp�cies que se desenvolvem no interior do gr�o (p.ex. nos curculon�deos), elas faltam.
As larvas das tra�as t�m tr�s pares de patas tor�cicas e adicionalmente quatro pares de patas falsas localizadas no 3�, 4�, 5� e 6� segmento do abdome. O �ltimo segmento do abdome tem outro par de patas falsas.
7.7 Esp�cies de pragas de armazenagem
- Chave figurativa para a identifica��o dos cole�pteros mais importantes que atacam os produto armazenados
A chave seguinte s� se refere aos cole�pteros encontrados mais frequentemente no produto armazenado e n�o � um �til de classifica��o abarcador de todas as esp�cies. Toda identifica��o deveria ser confirmada por meio de compara��es com outras ilustra��es, descri��es ou esp�cies de colec��es de refer�ncia.
Sitophilus oryzae
Fam�lia: Curculionidae
Descri��o
tamanho: 2.5-3.5mm
forma: mais ou memos cil�ndrica
cor: preto castanho com quatro manchas avermelhadas nos �litros
caracter�sticas: focinho bem definido; antenas acotoveladas e
claviformes, puncturas circulares no prot�rax; pode voar
Distribui��o: cosmopolita
Biologia
�mbito de temperatura: 17 - 34�C
temperatura �ptima: 28�C
�mbito de humidade rel.: 45 - 100%
humidade rel. �ptima: 70%
ovos: at� 150 postos separadamente dentro do gr�o
ciclo de vida: entre 35 e 110 dias sob condi��es �ptimas
Danos
Os adultos e as larvas sem patas pertencem �s pragas prim�rias dos cereais, do arroz e da mandioca seca. As larvas passam a sua vida no interior do gr�o.
Esp�cies similares
S. zeamais: maior, mas muito semelhante nos aspectos exteriores; distribui��o, biologia e comportamento an�logos. Bom voador.
S. granarius: sem manchas no �litro, puncturas de forma oval. Uma praga dos cereais (especialmente trigo e cevada) em regi�es temperadas.
Tribolium castaneum
Fam�lia: Tenebrionidae
Descri��o
tamanho: 3 - 4 mm
forma: corpo alongado, com os lados bastante paralelos
cor: castanho avermelhado - castanho escuro
caracter�sticas: as antenas se encontram insertadas abaixo dos
lados da cabe�a (cana frontal), formando uma ma�a de tr�s
segmentos; �litros com linhas finamente ponteadas
Distribui��o: em todas as regi�es tropicais e subtropicais
Biologia
�mbito de temperatura: 22 - 40�C
temperatura �ptima: 35�C
�mbito de humidade rel.: 1 - 90%
humidade rel. �ptima: 75%
ovos: at� 500
ciclo de vida: 20 dias sob condi��es �ptimas
Danos
As larvas e os adultos s�o pragas secund�rias que atacam os cereais e os produtos cereal�feros, o amendoim, as nozes, as especiarias, o caf�, o cacau, as frutas secas e ocasionalmente as leguminosas. A infesta��o causa um cheiro persistente e desagrad�vel ao n�vel dos produtos.
Esp�cies similares
T. confusum (os segmentos das antenas se alargam em direc��o da ponta das mesmas), cosmopolita.
Rhyzopertha dominica
Fam�lia: Bostrichidae
Descri��o
tamanho: 2 - 3 mm
forma: delgada, cil�ndrica
cor: castanho avermelhado a preto castanho
caracter�sticas: a cabe�a se encontra escondida debaixo do
prot�rax (t�pico dos Bostrichidae); os lados do prot�rax t�m
filas de dentes; �litros com linhas ponteadas bem definidas
Distribui��o: sobretudo em regi�es tropicais e subtropicais
Biologia
�mbito de temperatura: 18 - 38�C
temperatura �ptima: 34�C
�mbito de humidade: 25 - 70%
humidade rel. �ptima: 60 - 70%
ovos: 300 - 500
ciclo de vida: 20 - 84 dias
Danos
Praga prim�ria dos gr�os cereal�feros, outras sementes, produtos cereal�feros, mandioca seca, etc. Os danos s�o ocasionados pelos adultos e as larvas, as quais se desenvolvem dentro do gr�o.
Esp�cies similares
Dinoderus spp. que mostram duas ligeiras depress�es na base do pronotum. Encontra-se na mandioca seca ou ocasionalmente em outros produtos.
Prostephanus truncatus
Nome comum: Broca maior dos cereais
Fam�lia: Bostrichidae
Descri��o
tamanho: 3 - 5 mm
forma: cil�ndrica
cor: castanho escuro
caracter�sticas: similar ao Rhyzopertha, mas �litros
achatados na ponta, inclinados abruptamente, canas curvadas na
parte em declive; os �litros parecem ter sido cortados.
Distribui��o
Am�rica Central, introduzido acidentalmente nos pa�ses da �frica Oriental e Ocidental
Biologia
�mbito de temperatura: 18 - 40�C
temperatura �ptima: 32�C
�mbito de humidade rel.: 40 - 90%
humidade rel. �ptima: 80%
ovos: at� 400
ciclo de vida: 27 dias como �ptimo
Danos
Praga prim�ria.
Os adultos e as larvas atacam o milho ao igual que a mandioca seca e o inhame. Causa perdas importantes no milho armazenado pelo campon�s nos pa�ses africanos.
Trogoderma granarium
Fam�lia: Dermestidae
Descri��o
| adulto | larva | |
| tamanho: | 2 - 3 mm | 5 mm |
| forma: | oval | fusiforme |
| cor: | castanho escuro, frequentemente com manchas avermelhadas | castanho amarelado a castanho dourado |
| caracter�sticas: | o corpo vem coberto de p�los finos | p�los castanho-avermelhados com duas madeixas em forma de cauda |
Distribui��o
Em regi�es quentes, secas, especialmente no Pr�ximo Oriente, no M�dio Oriente e na Africa
Biologia
�mbito de temperatura: 22 - 41�C
temperatura �ptima: 33 - 37�C
�mbito de humidade rel.: 2 a 50%
humidade rel. �ptima: 25%
ovos: 50 - 80
ciclo de vida: 25 dias a 37�C e 25% de h.r.
diapausa larval at� 4 anos
Danos
Praga prim�ria
Os danos s�o ocasionados s� pelas larvas, sobre os gr�os e os produtos cereal�feros, sementes oleaginosas, nozes, leguminosas, etc.
Oryzaephilus surinamensis
Fam�lia: Silvanidae
Descri��o
tamanho: 2.5 - 3.5 mm
forma: estreita
cor: castanho escuro
caracter�sticas: 6 dentes agudos de cada lado do prot�rax
Distribui��o: cosmopolita
Biologia
�mbito de temperatura: 18 - 37�C
temperatura �ptima: 30 - 35�C
�mbito de humidade rel.: 10 - 90%
humidade rel. �ptima: 70 - 90%
ovos: at� 150
ciclo de vida: 20 - 80 dias
Dano
Praga secund�rio dos cereais e dos produtos cereal�feros, tamb�m copra, especiarias, nozes e fruta seca. Os danos s�o ocasionados pelas larvas e os adultos.
Esp�cies similares
O. mercator, nas regi�es quentes temperadas e tropicais. Menos tolerante �s condi��es extremas de temperatura e humidade que o O. surinamensis. Mais frequentemente sobre as sementes oleaginosas, tamb�m sobre copra, especiarias, nozes e fruta seca.
Cryptolestes ferrugineus
Fam�lia: Cucujidae
Descri��o
tamanho: 1.5 - 2.5 mm
forma: estreita, chata e alongada,
cor: castanho avermelhado
caracter�sticas: a cabe�a e o prot�rax abarcam quase a metade
do corpo; Uma linha longitudinal paralela de cada lado do
prot�rax; antenas que podem alcan�ar o comprimento do corpo
Distribui��o: cosmopolita
Biologia
�mbito de temperatura: 21 - 43�C
temperatura �ptima: 33�C
�mbito de humidade rel.: 50 - 90%
humidade rel. �ptima: 70%
ovos: 100 - 400
ciclo de vida: 17 - 100 dias sob condi��es �ptimas; dura��o
m�dia do ciclo de vida: 23 dias
Danos
Pragas secund�rias sobre todos os tipos de cereais e produtos cereal�feros, tamb�m sobre nozes, fruta seca, tortas de sementes oleaginosas e cacau. Os adultos e as larvas atacam os produtos armazenados, causando frequentemente "hot spots" (pontos sobreaquecidos).
Callosobruchus chinensis
Fam�lia: Bruchidae
Descri��o
tamanho: 3 - 4.5 mm
forma: mais ou menos triangular
cor: castanho p�lido com manchas enegrecidas sobre os �litros
caracter�sticas: Corpo coberto de p�los curtos; ultimo segmento
abdominal vis�vel; antenas ligeiramente dentadas; cada f�mur
posterior tem um dente; grandes olhos salientes
Distribui��o: em todas as regi�es tropicais e subtropicais
Biologia
�mbito de temperatura: 18 - 35�C
temperatura �ptima: 30�C
�mbito de humidade rel.: 25 - 90%
Humidade rel. �ptima: 80%
ovos: at� 100, colados � superf�cie da casca ou da semente
ciclo de vida: 23 dias sob condi��es �ptimas
Danos
As larvas, as quais se desenvolvem no interior da semente, s�o pragas prim�rias das ervilhas, das lentilhas e de outras leguminosas. A infesta��o come�a no campo.
Esp�cies similares
C. maculatus (origin�rio da �frica, encontra-se agora em todas as regi�es tropicais e subtropicais)
Caryedon serratus (tamanho 4 - 7 mm)
Acanthoscelides obtectus
Fam�lia: Bruchidae
Descri��o
tamanho: 3 - 5 mm
forma: oval
cor: cinzento e castanho avermelhado com manchas amareladas e
castanho escuro sobre os p�los do �litro
caracter�sticas: f�mur posterior com um dente grande e dois
pequenos; �litro n�o cobre completamente o abdome; antenas
dentadas
Distribui��o: cosmopolita
Biologia
�mbito de temperatura: 17 - 35�C
temperatura �ptima: 30�C
�mbito de humidade rel.: 30 - 90%
humidade rel. �ptima: 70%
ovos: 40 - 50 sobre as cascas maduras ou entre as sementes
armazenadas
ciclo de vida: 21 dias sob condi��es �ptimas
Danos
As larvas s�o pragas prim�rias do feij�o comum. A infesta��o pode come�ar no campo.
Esp�cies similares
Existem v�rias outras esp�cies de brocas similares que atacam as leguminosas, n�o sendo f�cil identific�-las.
Ephestia cautella
Fam�lia: Pyralidae
Descri��o
| adulto | larva | |
| tamanho: | 15 - 20 mm (envergadura das asas) | 15 - 20 mm |
| cor: | cinzento; asas anteriores acinzentadas-morenas com desenho indistinto | branco, �s vezes rosado ou acinzentado |
| caracter�sticas: | sedas (pelos) que saem das manchas escuras da base dos p�los |
Distribui��o: nas regi�es tropicais; menos comuns nas regi�es �ridas
Biologia
�mbito de temperatura: 10 - 33�C
temperatura �ptima: 30�C
�mbito de humidade rel.: m�n. perto de 0%
humidade rel. �ptima: 40 - 75%
ovos: 200 - 500
ciclo de vida: 30 dias sob condi��es �ptimas
Danos
As larvas s�o encontradas como pragas prim�rias numa s�rie de produtos, especialmente nas farinhas cereal�feras e noutros produtos moidos, mas tamb�m nos gr�os inteiros. Elas se alimentam sobretudo das germes. Nocivas pelas teias que tecem nos produtos infestados.
Esp�cies similares
E. kuehniella (15 - 25 mrn de envergadura das asas, sobretudo em pa�ses de clima temperado)
Plodia interpunctella
Fam�lia: Pyralidae
Descri��o
| adulto | larva | |
| tamanho: | 14 - 20 mm (envergadura das asas) | at� 17 mm |
| cor: | ter�o na base da asa anterior cor-de-crema, resto da asa acobreado com desenhos cinzento escuro | amarelado-branco, �s vezes avermelhado ou esverdeado |
| caracter�sticas: | base das sedas sem manchas pigmentadas |
Distribui��o: cosmopolita
Biologia
�mbito de temperatura: 16 - 36�C
temperatura: 28 - 32�C
�mbito de humidade rel.: 30 - 90%
humidade rel. �ptima: 75%
ovos: 60 - 400
ciclo de vida: 27 dias a 30�C e 70% de h.r.
52 dias a 20�C e 70% de h.r.
Danos
As larvas s�o pragas prim�rias dos gr�os cereal�feros e da farinha, amendoim e frutas secas. Nocivas pelas teias que tecem nos produtos infestados.
Corcyra cephalonica
Fam�lia: Pyralidae
Descri��o
| adulto | larva | |
| tamanho: | 15 - 25 m (envergadura das asas) | 15 mm |
| cor: | asa anterior castanho; uniforme | amarelado-branco |
| caracter�sticas: | bordas das estigmas mais espessas na parte posterior: |
Distribui��o
Nas regi�es tropicais h�midas
Biologia
�mbito de temperatura: m�n. 18�C
temperatura �ptima: 30 - 32.5�C
�mbito de humidade rel.: m�n. 20%
humidade rel. �ptima: 70%
ciclo de vida: 26 - 27 dias sob condi��es �ptimas
Danos
As larvas s�o pragas prim�rias que atacam os cereais e a farinha, as nozes, o amendoim, as frutas secas, o cacau, a copra e muitos outros produtos. Os casulos brancos e densos das cris�lidas v�m muitas vezes colados �s superf�cies do saco de armazenagem. A infesta��o � caracterizada pelos agregados compostos de teias, gr�os, casulos e impurezas.
Sitotroga cerealella
Fam�lia: Gelechiidae
Descri��o
tamanho: 10 - 18 mm (envergadura das asas)
cor: asas anteriores cor-de couro, �s vezes com uma pequena
mancha preta na metade distal, asas posteriores acinzen tadas
caracter�sticas: asas posteriores com uma franja comprida de
p�los, terminados em ponta
Distribui��o: cosmopolita
Biologia
�mbito de temperatura: 16 - 35�C
temperatura �ptima: 26 - 30�C
�mbito de humidade rel.: 20 - 80%
humidade rel. �ptima: 75%
ovos: at� 200
ciclo de vida: 28 dias a 30�C e 80% de h.r.
Danos
As larvas s�o pragas prim�rias dos cereais inteiros como o arroz cru, o sorgo, o milho e o trigo. O desenvolvimento larval efectua-se no interior do gr�o. Os danos causados s�o similares aos causados pelos curculon�deos.
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