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7. Pragas de armazenagem importantes

Sum�rio - Precedente - Siguiente

7.1 Identifica��o das pragas
7.2 Classifica��o das pragas de armazenagem
7.3 Desenvolvimento dos insectos
7.4 Influ�ncias dos factores clim�ticos sobre o desenvolvimento
7.5 Diferentes fontes de alimentos das pragas
7.6 Caracter�sticas morfol�gicas dos insectos
7.7 Esp�cies de pragas de armazenagem
7.8 Referencias liter�rias

 

A maior parte dos danos sofridos pelo produto armazenado causado por insectos, se bem que em alguns pa�ses os roedores s�o ainda mais perigosos. A alta taxa de reprodu��o e o curto prazo necess�rio para o seu desenvolvimento, possibilitam aos insectos de provocar danos importantes a partir de uma popula��o origin�ria de quantidade modesta.

O factor de reprodu��o do Tribolium por exemplo, � de 70. Isto significa que, no caso de condi��es �ptimas, um par de Tritolium vai ter a descend�ncia seguinte:

depois de 1 m�s: 2 x 70 = 140
depois de 2 meses: 140 x 70 = 9 800
depois de 3 meses: 9 800 x 70 = 686 000

Depois de 4 meses a cifra te�rica seria de: 686 000 x 70 = ou seja 48 020 000. Mas, nesse est�dio, as condi��es de vida e de desenvolvimento se tomam dif�ceis e a concorr�ncia para a alimenta��o e o excesso de popula��o limita a continua��o do desenvolvimento.

7.1 Identifica��o das pragas

As diferentes esp�cies de insectos diferem umas das outras pelo comportamento, pelo tipo e a import�ncia dos danos que podem causar e pela sua reac��o �s medidas de combate. A identifica��o dos insectos encontrados num armaz�m e o conhecimento da biologia dos mesmos �muito importante para Poder responder �s perguntas seguintes:

- Trata-se de uma praga de armazenagem?

Exemplo:

Muitas esp�cies de Bruchus s�o pragas de campo que atacam as leguminosas e elas podem ser trazidas ao armaz�m aonde n�o podem se desenvolver. Neste caso, estes insectos n�o s�o pragas de armazenagem.

- Trata-se de uma praga de armazenagem grave?

Exemplo:

O Sitophilus zeamais por exemplo, � uma praga muito grave para os produtos armazenados, sobretudo para os cereais em regi�es tropicais e subtropicais, enquanto que o Palorus subdepressus geralmente n�o � t�o importante.

- Trata-se de uma esp�cie de insecto que revela problemas existentes na armazenagem?

Exemplo:

O Alphitobius laevigatus encontra-se geralmente dentro dos produtos armazenados mofosos. O descobrimento deste insecto revela condi��es de armazenagem h�midas.

- Que medidas deveriam ser tomadas?

Exemplo:

Os Bostrichidae, como p.ex. a Rhyzopertha dominica, podem ser controlados de maneira eficaz por meio de piretrinas sint�ticas e, de maneira n�o t�o eficaz, por meio de preparados organofosforosos.

Existem diferentes ajudas para a identifica��o dos insectos:

� chaves de identifica��o, as quais n�o s�o adequadas na pr�tica para o uso di�rio nos armaz�ns
� ilustra��es em forma de posters, prospectos, folhetos ou livros
� colec��es das diferentes esp�cies de pragas de armaz�ns para possibilitar uma compara��o directa com as esp�cies encontradas.

Todo encarregado de armaz�m deveria ter � sua disposi��o uma lupa com uma possibilidade de engrandecimento entre 8 e 12 vezes.

7.2 Classifica��o das pragas de armazenagem

Os cole�pteros (Coleoptera) s�o de longe o grupo mais importante das pragas de armazenagem, seguido pelo grupo das tra�as (Lepidoptera). Existem outros como as Psocoptera, as quais n�o podem ocasionar grandes danos aos produtos armazenados mas podem significar um problema de higiene ao aparecer em grande quantidade.

Os �caros (Acarina) que aparecem como pragas nos gr�os, particularmente na farinha, pertencem ao grupo das Arachnida.

7.3 Desenvolvimento dos insectos

Ao igual que os outros insectos, tamb�m os cole�pteros e as tra�as passam por diferentes est�dios de desenvolvimento. Os insectos adultos p�em os ovos, dos quais saim as larvas. As larvas causam a maioria dos danos como resultado da sua alimenta��o com o produto armazenado. O seu desenvolvimento passa por uma s�rie de est�dios, acabando todos na transforma��o em cris�lida. O adulto forma-se a partir da cris�lida. Este cicio de desenvolvimento � chamado metamorfose completa. A dura��o deste cicio varia dependendo da esp�cie e � muito influenciada por factores externos (veja-se sec��o 7.4).

Figura 74

Muitas vezes existem tamb�m diferen�as entre as esp�cies no referente ao lugar aonde p�em os ovos (dentro ou sobre o gr�o), aonde as larvas se desenvolvem (dentro ou fora do gr�o) e aonde a transforma��o em cris�lida �efectuada (dentro ou fora do gr�o).

7.4 Influ�ncias dos factores clim�ticos sobre o desenvolvimento

Cada esp�cie tem as suas pr�prias condi��es �ptimas de temperatura e de humidade para o desenvolvimento (veja-se sec��o 2.2.5). Estas condi��es �ptimas podem diferir dentro da mesma esp�cie dependendo do est�dio de desenvolvimento.

As temperaturas �ptimas encontram-se geralmente entre 25 e 32�C. No caso de temperaturas abaixo de 14�C e acima de 42�C, n�o ocorre nenhum desenvolvimento. A maioria das pragas de armazenagem morrem a temperaturas abaixo de 5�C e acima de 45�C.

A humidade relativa �ptima para a maioria das esp�cies � de 70%, encontrando-se o valor m�nimo entre 25 - 40�/0 e o m�ximo entre 80 -100%. Existem muito poucas esp�cies capazes de sobreviver em lugares extremamente secos (Oryzaephilus spp. at� 10% de humidade relativa, Trogoderma granarium e Tribolium spp. at� 3% de humidade relativa).

Sob condi��es �ptimas, a dura��o do ciclo de desenvolvimento do ovo ao adulto � de 18 - 25 dias para os cole�pteros e 28 - 35 dias para as tra�as. Sob condi��es desfavor�veis, este per�odo pode durar v�rios meses.

Os insectos s�o muito influenciados na sua actividade e fertilidade pelas mudan�as de luminosidade que ocorrem durante o dia. Sobretudo as tra�as s�o muito activas nas horas da madrugada e do fim da tarde. � por isso que as inspec��es para detectar eventuais insectos voadores deveriam ser efectuadas nessas horas. Isto tamb�m � v�lido no caso de pulveriza��es destinadas ao combate das tra�as. Luz artificial pode ajudar a reduzir consider�velmente a actividade voadora e a fertilidade das tra�as.

7.5 Diferentes fontes de alimentos das pragas

Os insectos que atacam os produtos armazenados t�m necessidades diferentes enquantos a composi��o de seus alimentos:

Pragas prim�rias s�o capazes de atacar os gr�os inteiros, intactos e aptos para a armazenagem.

Exemplos: curculon�deos, Rhyzopertha dominica, Sitotroga cerealella

As pragas secund�rias s� podem atacar gr�os quebrados, h�midos, e consequentemente os gr�os brandos, os j� atacados por pragas prim�rias ou produtos transformados, p.ex. a farinha.

Exemplos: tenebri�es

� As pragas indicadoras de mofo alimentam-se exclusivamente ou parcialmente de fungos e a sua presen�a revela problemas de humidade.

Exemplos: Alphitobius diaperinus, Ahasverus advena

Os comedores de detritos alimentam-se principalmente de p�, de excrementos de outros insectos ou de insectos mortos. Geralmente, eles n�o se alimentam do produto mesmo, mas podem causar graves problemas de higiene.

Exemplos: Psocoptera

Os predadores alimentam-se exclusivamente ou parcialmente de insectos, sobretudo das larvas e dos ovos (veja-se sec��o 10.2).

Exemplos: Teretriosoma nigrescens, Tenebroides mauritanicus

Algumas pragas de armazenagem ca�am as larvas de outras esp�cies. N�o obstante, a sua utilidade como factor de redu��o de infesta��o � bem menor ao dano que elas mesmas causam ao produto armazenado.

Exemplo: Tribolium castaneum

A faculdade de poder utilizar o produto armazenado como fonte de alimenta��o depende de uma s�rie de factores:

A maioria das pragas de armazenagem s�o capazes de penetrar numa pilha de sacos bem mais facilmente que no produto armazenado a granel devido aos espa�os entre os sacos. O tamanho, a textura da superf�cie e as subst�ncias nutritivas no gr�o t�m influ�ncia sobre a faculdade que as pragas podem desenvolver para atacar o produto. Isto tamb�m � v�lido para os materiais de embalagem e para o pr�prio estado do armaz�m.

7.6 Caracter�sticas morfol�gicas dos insectos

O corpo de um insecto divide-se em tr�s partes:

1. A cabe�a com os olhos, as antenas e as mand�bulas

2. o t�rax, o qual est� composto de 3 segmentos (prot�rax, mesot�rax, metat�rax) e que sostem tr�s pares de patas e as asas ou os �litros, respectivamente

3. o abdome, aonde se encontram os �rg�os reprodutores e digestivos.

Figura 75

No caso dos cole�pteros, as asas anteriores (�litro) s�o endurecidas e de estrutura c�rnea para proteger o abdome.

As tra�as t�m dois pares de asas membranosas cobertas de escamas.

Figura 76

As larvas dos cole�pteros t�m tr�s pares de patas. N�o obstante, em algumas esp�cies que se desenvolvem no interior do gr�o (p.ex. nos curculon�deos), elas faltam.

Figura 77

As larvas das tra�as t�m tr�s pares de patas tor�cicas e adicionalmente quatro pares de patas falsas localizadas no 3�, 4�, 5� e 6� segmento do abdome. O �ltimo segmento do abdome tem outro par de patas falsas.

Figura 78

7.7 Esp�cies de pragas de armazenagem

- Chave figurativa para a identifica��o dos cole�pteros mais importantes que atacam os produto armazenados

A chave seguinte s� se refere aos cole�pteros encontrados mais frequentemente no produto armazenado e n�o � um �til de classifica��o abarcador de todas as esp�cies. Toda identifica��o deveria ser confirmada por meio de compara��es com outras ilustra��es, descri��es ou esp�cies de colec��es de refer�ncia.

Figura 79

 

Sitophilus oryzae

Figura 80

Fam�lia: Curculionidae

Descri��o

tamanho: 2.5-3.5mm
forma: mais ou memos cil�ndrica
cor: preto castanho com quatro manchas avermelhadas nos �litros
caracter�sticas: focinho bem definido; antenas acotoveladas e claviformes, puncturas circulares no prot�rax; pode voar

Distribui��o: cosmopolita

Biologia

�mbito de temperatura: 17 - 34�C
temperatura �ptima: 28�C
�mbito de humidade rel.: 45 - 100%
humidade rel. �ptima: 70%
ovos: at� 150 postos separadamente dentro do gr�o
ciclo de vida: entre 35 e 110 dias sob condi��es �ptimas

Danos

Os adultos e as larvas sem patas pertencem �s pragas prim�rias dos cereais, do arroz e da mandioca seca. As larvas passam a sua vida no interior do gr�o.

Esp�cies similares

S. zeamais: maior, mas muito semelhante nos aspectos exteriores; distribui��o, biologia e comportamento an�logos. Bom voador.

S. granarius: sem manchas no �litro, puncturas de forma oval. Uma praga dos cereais (especialmente trigo e cevada) em regi�es temperadas.

 

Tribolium castaneum

Figura 81

Fam�lia: Tenebrionidae

Descri��o

tamanho: 3 - 4 mm
forma: corpo alongado, com os lados bastante paralelos
cor: castanho avermelhado - castanho escuro
caracter�sticas: as antenas se encontram insertadas abaixo dos lados da cabe�a (cana frontal), formando uma ma�a de tr�s segmentos; �litros com linhas finamente ponteadas

Distribui��o: em todas as regi�es tropicais e subtropicais

Biologia

�mbito de temperatura: 22 - 40�C
temperatura �ptima: 35�C
�mbito de humidade rel.: 1 - 90%
humidade rel. �ptima: 75%
ovos: at� 500
ciclo de vida: 20 dias sob condi��es �ptimas

Danos

As larvas e os adultos s�o pragas secund�rias que atacam os cereais e os produtos cereal�feros, o amendoim, as nozes, as especiarias, o caf�, o cacau, as frutas secas e ocasionalmente as leguminosas. A infesta��o causa um cheiro persistente e desagrad�vel ao n�vel dos produtos.

Esp�cies similares

T. confusum (os segmentos das antenas se alargam em direc��o da ponta das mesmas), cosmopolita.

 

Rhyzopertha dominica

Figura 82

Fam�lia: Bostrichidae

Descri��o

tamanho: 2 - 3 mm
forma: delgada, cil�ndrica
cor: castanho avermelhado a preto castanho
caracter�sticas: a cabe�a se encontra escondida debaixo do prot�rax (t�pico dos Bostrichidae); os lados do prot�rax t�m filas de dentes; �litros com linhas ponteadas bem definidas

Distribui��o: sobretudo em regi�es tropicais e subtropicais

Biologia

�mbito de temperatura: 18 - 38�C
temperatura �ptima: 34�C
�mbito de humidade: 25 - 70%
humidade rel. �ptima: 60 - 70%
ovos: 300 - 500
ciclo de vida: 20 - 84 dias

Danos

Praga prim�ria dos gr�os cereal�feros, outras sementes, produtos cereal�feros, mandioca seca, etc. Os danos s�o ocasionados pelos adultos e as larvas, as quais se desenvolvem dentro do gr�o.

Esp�cies similares

Dinoderus spp. que mostram duas ligeiras depress�es na base do pronotum. Encontra-se na mandioca seca ou ocasionalmente em outros produtos.

Figura 83

 

Prostephanus truncatus

Figura 84

Nome comum: Broca maior dos cereais
Fam�lia: Bostrichidae

Descri��o

tamanho: 3 - 5 mm
forma: cil�ndrica
cor: castanho escuro
caracter�sticas: similar ao Rhyzopertha, mas �litros achatados na ponta, inclinados abruptamente, canas curvadas na parte em declive; os �litros parecem ter sido cortados.

Distribui��o

Am�rica Central, introduzido acidentalmente nos pa�ses da �frica Oriental e Ocidental

Biologia

�mbito de temperatura: 18 - 40�C
temperatura �ptima: 32�C
�mbito de humidade rel.: 40 - 90%
humidade rel. �ptima: 80%
ovos: at� 400
ciclo de vida: 27 dias como �ptimo

Danos

Praga prim�ria.

Os adultos e as larvas atacam o milho ao igual que a mandioca seca e o inhame. Causa perdas importantes no milho armazenado pelo campon�s nos pa�ses africanos.

 

Trogoderma granarium

Figura 85

Fam�lia: Dermestidae

Descri��o

  adulto larva
tamanho: 2 - 3 mm 5 mm
forma: oval fusiforme
cor: castanho escuro, frequentemente com manchas avermelhadas castanho amarelado a castanho dourado
caracter�sticas: o corpo vem coberto de p�los finos p�los castanho-avermelhados com duas madeixas em forma de cauda

Distribui��o

Em regi�es quentes, secas, especialmente no Pr�ximo Oriente, no M�dio Oriente e na Africa

Biologia

�mbito de temperatura: 22 - 41�C
temperatura �ptima: 33 - 37�C
�mbito de humidade rel.: 2 a 50%
humidade rel. �ptima: 25%
ovos: 50 - 80
ciclo de vida: 25 dias a 37�C e 25% de h.r.
diapausa larval at� 4 anos

Danos

Praga prim�ria

Os danos s�o ocasionados s� pelas larvas, sobre os gr�os e os produtos cereal�feros, sementes oleaginosas, nozes, leguminosas, etc.

 

Oryzaephilus surinamensis

Figura 86

Fam�lia: Silvanidae

Descri��o

tamanho: 2.5 - 3.5 mm
forma: estreita
cor: castanho escuro
caracter�sticas: 6 dentes agudos de cada lado do prot�rax

Distribui��o: cosmopolita

Biologia

�mbito de temperatura: 18 - 37�C
temperatura �ptima: 30 - 35�C
�mbito de humidade rel.: 10 - 90%
humidade rel. �ptima: 70 - 90%
ovos: at� 150
ciclo de vida: 20 - 80 dias

Dano

Praga secund�rio dos cereais e dos produtos cereal�feros, tamb�m copra, especiarias, nozes e fruta seca. Os danos s�o ocasionados pelas larvas e os adultos.

Esp�cies similares

O. mercator, nas regi�es quentes temperadas e tropicais. Menos tolerante �s condi��es extremas de temperatura e humidade que o O. surinamensis. Mais frequentemente sobre as sementes oleaginosas, tamb�m sobre copra, especiarias, nozes e fruta seca.

 

Cryptolestes ferrugineus

Figura 87

Fam�lia: Cucujidae

Descri��o

tamanho: 1.5 - 2.5 mm
forma: estreita, chata e alongada,
cor: castanho avermelhado
caracter�sticas: a cabe�a e o prot�rax abarcam quase a metade do corpo; Uma linha longitudinal paralela de cada lado do prot�rax; antenas que podem alcan�ar o comprimento do corpo

Distribui��o: cosmopolita

Biologia

�mbito de temperatura: 21 - 43�C
temperatura �ptima: 33�C
�mbito de humidade rel.: 50 - 90%
humidade rel. �ptima: 70%
ovos: 100 - 400
ciclo de vida: 17 - 100 dias sob condi��es �ptimas; dura��o
m�dia do ciclo de vida: 23 dias

Danos

Pragas secund�rias sobre todos os tipos de cereais e produtos cereal�feros, tamb�m sobre nozes, fruta seca, tortas de sementes oleaginosas e cacau. Os adultos e as larvas atacam os produtos armazenados, causando frequentemente "hot spots" (pontos sobreaquecidos).

 

Callosobruchus chinensis

Figura 88

Fam�lia: Bruchidae

Descri��o

tamanho: 3 - 4.5 mm
forma: mais ou menos triangular
cor: castanho p�lido com manchas enegrecidas sobre os �litros
caracter�sticas: Corpo coberto de p�los curtos; ultimo segmento abdominal vis�vel; antenas ligeiramente dentadas; cada f�mur posterior tem um dente; grandes olhos salientes

Distribui��o: em todas as regi�es tropicais e subtropicais

Biologia

�mbito de temperatura: 18 - 35�C
temperatura �ptima: 30�C
�mbito de humidade rel.: 25 - 90%
Humidade rel. �ptima: 80%
ovos: at� 100, colados � superf�cie da casca ou da semente
ciclo de vida: 23 dias sob condi��es �ptimas

Danos

As larvas, as quais se desenvolvem no interior da semente, s�o pragas prim�rias das ervilhas, das lentilhas e de outras leguminosas. A infesta��o come�a no campo.

Esp�cies similares

C. maculatus (origin�rio da �frica, encontra-se agora em todas as regi�es tropicais e subtropicais)

Caryedon serratus (tamanho 4 - 7 mm)

 

Acanthoscelides obtectus

Figura 89

Fam�lia: Bruchidae

Descri��o

tamanho: 3 - 5 mm
forma: oval
cor: cinzento e castanho avermelhado com manchas amareladas e castanho escuro sobre os p�los do �litro
caracter�sticas: f�mur posterior com um dente grande e dois pequenos; �litro n�o cobre completamente o abdome; antenas dentadas

Distribui��o: cosmopolita

Biologia

�mbito de temperatura: 17 - 35�C
temperatura �ptima: 30�C
�mbito de humidade rel.: 30 - 90%
humidade rel. �ptima: 70%
ovos: 40 - 50 sobre as cascas maduras ou entre as sementes armazenadas
ciclo de vida: 21 dias sob condi��es �ptimas

Danos

As larvas s�o pragas prim�rias do feij�o comum. A infesta��o pode come�ar no campo.

Esp�cies similares

Existem v�rias outras esp�cies de brocas similares que atacam as leguminosas, n�o sendo f�cil identific�-las.

 

Ephestia cautella

Figura 90

Fam�lia: Pyralidae

Descri��o

  adulto larva
tamanho: 15 - 20 mm (envergadura das asas) 15 - 20 mm
cor: cinzento; asas anteriores acinzentadas-morenas com desenho indistinto branco, �s vezes rosado ou acinzentado
caracter�sticas:   sedas (pelos) que saem das manchas escuras da base dos p�los

Distribui��o: nas regi�es tropicais; menos comuns nas regi�es �ridas

Biologia

�mbito de temperatura: 10 - 33�C
temperatura �ptima: 30�C
�mbito de humidade rel.: m�n. perto de 0%
humidade rel. �ptima: 40 - 75%
ovos: 200 - 500
ciclo de vida: 30 dias sob condi��es �ptimas

Danos

As larvas s�o encontradas como pragas prim�rias numa s�rie de produtos, especialmente nas farinhas cereal�feras e noutros produtos moidos, mas tamb�m nos gr�os inteiros. Elas se alimentam sobretudo das germes. Nocivas pelas teias que tecem nos produtos infestados.

Esp�cies similares

E. kuehniella (15 - 25 mrn de envergadura das asas, sobretudo em pa�ses de clima temperado)

 

Plodia interpunctella

Figura 91

Fam�lia: Pyralidae

Descri��o

  adulto larva
tamanho: 14 - 20 mm (envergadura das asas) at� 17 mm
     
cor: ter�o na base da asa anterior cor-de-crema, resto da asa acobreado com desenhos cinzento escuro amarelado-branco, �s vezes avermelhado ou esverdeado
caracter�sticas:   base das sedas sem manchas pigmentadas

Distribui��o: cosmopolita

Biologia

�mbito de temperatura: 16 - 36�C
temperatura: 28 - 32�C
�mbito de humidade rel.: 30 - 90%
humidade rel. �ptima: 75%
ovos: 60 - 400
ciclo de vida: 27 dias a 30�C e 70% de h.r.
52 dias a 20�C e 70% de h.r.

Danos

As larvas s�o pragas prim�rias dos gr�os cereal�feros e da farinha, amendoim e frutas secas. Nocivas pelas teias que tecem nos produtos infestados.

 

Corcyra cephalonica

Figura 92

Fam�lia: Pyralidae

Descri��o

  adulto larva
tamanho: 15 - 25 m (envergadura das asas) 15 mm
cor: asa anterior castanho; uniforme amarelado-branco
caracter�sticas:   bordas das estigmas mais espessas na parte posterior:

Distribui��o

Nas regi�es tropicais h�midas

Biologia

�mbito de temperatura: m�n. 18�C
temperatura �ptima: 30 - 32.5�C
�mbito de humidade rel.: m�n. 20%
humidade rel. �ptima: 70%
ciclo de vida: 26 - 27 dias sob condi��es �ptimas

Danos

As larvas s�o pragas prim�rias que atacam os cereais e a farinha, as nozes, o amendoim, as frutas secas, o cacau, a copra e muitos outros produtos. Os casulos brancos e densos das cris�lidas v�m muitas vezes colados �s superf�cies do saco de armazenagem. A infesta��o � caracterizada pelos agregados compostos de teias, gr�os, casulos e impurezas.

 

Sitotroga cerealella

Figura 93

Fam�lia: Gelechiidae

Descri��o

tamanho: 10 - 18 mm (envergadura das asas)
cor: asas anteriores cor-de couro, �s vezes com uma pequena mancha preta na metade distal, asas posteriores acinzen tadas
caracter�sticas: asas posteriores com uma franja comprida de p�los, terminados em ponta

Distribui��o: cosmopolita

Biologia

�mbito de temperatura: 16 - 35�C
temperatura �ptima: 26 - 30�C
�mbito de humidade rel.: 20 - 80%
humidade rel. �ptima: 75%
ovos: at� 200
ciclo de vida: 28 dias a 30�C e 80% de h.r.

Danos

As larvas s�o pragas prim�rias dos cereais inteiros como o arroz cru, o sorgo, o milho e o trigo. O desenvolvimento larval efectua-se no interior do gr�o. Os danos causados s�o similares aos causados pelos curculon�deos.

 

7.8 Referencias liter�rias

DELOBEL, A. & M. TRAN (1993) Les Col�opt�res des denr�es entropos�es dans les r�gions chaudes. CTA/ORSTOM, Paris, 424 p.

DOBTE, P., C.P. HATNES, R.J. HODGES & P.F. PREVETT (1991) Insects and Arachnids of Tropical Stored Products Their Biology and Identification, TDRI, Slough, 273 p.

FREEMAN, P., ed. (1980) Common Insect Pests of Stored Food Products, BMNH, London, 69 p.

SCOTTI, &. (1978) Les insectes et les acariens des c�r�ales stock�es, AFNOR/ITCF, Paris, 238p.

WETDNER, H. & G. RACK (1984) Tables de d�termination des principaux ravageurs des denr�es entrepos�es dans les pays chauds, GTZ, Eschbom, 148 p.


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